O delegado Anderson Faturi ainda vai definir uma linha de investigação para apurar o caso, a partir de relatos de testemunhas. “Tudo nos leva a crer que ela conhecia o agressor. Temos que apurar ainda com cautela para podermos definir a linha de investigação pra saber quem foi o autor e a motivação”, esclareceu o delegado.
Segundo a polícia, a menina costumava utilizar um atalho para encurtar o caminho até a escola. O trajeto passa por um corredor próximo à BR 471. No local há poucas casas e nenhum dos moradores afirma ter visto algo que possa auxiliar nas investigações.
Irmão refez o caminho e encontrou corpo da menina
Durante todo a quinta-feira a família de Marciele procurou pela menina. Por volta das 21h, o irmão refez o caminho pelo qual ela costumava ir à aula e encontrou o corpo da jovem em um matagal. Ela apresentava ferimentos de faca na região do peito e pescoço. Não havia sinais de violência sexual, segundo o delegado. A estudante estava vestida e junto com ela estava a mochila com o material escolar. Apenas o celular da menina não foi encontrado.
Marciele cursava a 7ª série do ensino fundamental, não tinha namorado e nem desafetos que pudessem motivar o crime, de acordo com Faturi. Colegas de classe da menina fizeram uma manifestação na manhã desta sexta-feira. Os alunos carregaram cartazes e flores e seguiram da escola até a capela da funerária Petry, onde ocorreu o velório. Desolados com o crime brutal, os jovens iniciaram uma mobilização nas redes sociais pedindo justiça.