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Polícia acredita ter liquidado principal reduto do tráfico em Canela

Vinte suspeitos foram presos em flagrante em operação contra venda de crack

Polícia acredita ter liquidado principal reduto do tráfico em Canela
Polícia acredita ter liquidado principal reduto do tráfico em Canela Foto : Divulgação/Polícia Civil/CP
A  Polícia Civil de Canela, na Serra Gaúcha, acredita ter liquidado com o tráfico no principal reduto de distribuição de drogas do município, a Vila Brizola. Em duas operações complementares,  prendeu 20 traficantes que agiam no bairro e até de dentro do Presídio de Canela, além de apreender crack, celulares e dinheiro. O último suspeito foi preso nesta segunda-feira.

Para o delegado Luís Rogério Carvalho de Lima, que chefiou as investigações, o bairro está provisoriamente livre do crime organizado. No entanto, ele lamenta a falta de efetivo para dar continuidade ao trabalho. Conforme o delegado, toda a investigação foi realizada com apenas dois policiais. “Em função da posição geográfica, a Vila Brizola fornecia drogas para usuários de Canela e Gramado. Focamos as ações no bairro durante todo ano. O que nos frustra é saber que não poderemos dar prosseguimento ao trabalho em função da falta de efetivo”, protestou Lima.

O combate ao tráfico na Vila Brizola foi intensificado após o bairro registrar o terceiro homicídio no ano. Em 2011, o município todo teve apenas cinco crimes da mesma natureza. Segundo o delegado, os três assassinatos do bairro tinham relação direta com o tráfico.

Na primeira operação, denominada de Cela 5, que encerrou em junho, foram presos dez suspeitos. Os investigadores apuraram que detentos comandavam o esquema de distribuição de crack de dentro do presídio. “Com o monitoramento telefônico, descobrimos que existia uma espécie de acordo do tráfico. Nenhum traficante assumia o ponto, mas ajudava o patrão anterior a se restabelecer. Não havia disputa”, conta.

Após desarticular o bando, outro grupo passou a comandar o comércio de crack na vila. Conforme o delegado, os traficantes também eram usuários da droga. “Houve uma mudança de comportamento. Eles tinham entre 18 e 23 anos e eram mais violentos. O grupo também abriu espaço para traficantes de fora da cidade atuar no bairro”, destacou Lima.

Na Operação Brizola 2, que iniciou em julho e terminou nesta segunda, foram presos outros dez acusados. Os líderes do esquema eram de Santa Catarina e Sapiranga. Os patrões usavam gerentes e subgerentes do tráfico. De acordo com Lima, a quadrilha movimentava R$ 100 mil e comercializava 10 mil pedras por mês. “O bando usava menores e ainda aliciava meninas para prostituição."

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