Polícia

Polícia aguarda aval da Justiça para ouvir suspeito por morte de taxistas no RS

Canarinho era foragido, mas suas digitais não estavam nos locais dos crimes

A Polícia Civil espera posição da Justiça sobre o pedido de custódia do assaltante conhecido como Canarinho, preso no sábado passado, em Cachoeirinha. O objetivo é de que ele possa prestar esclarecimentos sobre a suspeita de que esteja relacionado às mortes de seis taxistas - três deles em Porto Alegre e três em Santana do Livramento, no fim de março. A autorização judicial é necessária em função de o suspeito ser foragido e estar detido no Presídio Central. Ainda que a perícia não tenha encontrado digitais dele nos carros das vítimas, seu envolvimento não foi descartado.

O pedido vai ser analisado pela Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre. Se o pedido for aceito, Canarinho deve ser escoltado do Presídio Central, pelos agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) para prestar depoimento à investigação. Pelo menos cinco testemunhas também devem fazer o reconhecimento presencial do assaltante. O diretor das delegacias de Homicídios da Capital, delegado Odival Soares, relatou que Canarinho pode não ser o criminoso procurado.

“Nós pedimos a custódia dele para proceder os autos de reconhecimento. Nós achamos que ele não está envolvido nos homicídios e pretendemos ouvi-lo para descartá-lo totalmente das investigações”, adiantou. Canarinho foi apontado como suspeito por ter praticado diversos assaltos contra taxistas entre 2007 e 2008, sempre usando uma arma de calibre .22 - como a que foi utilizada nos seis assassinatos do fim de março.


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