Polícia

Polícia aguarda perícia para desvendar morte de mãe e filho em Porto Alegre

Corpos serão sepultados no Cemitério São Miguel e Almas nesta sexta-feira

Crime ocorreu em casa de bairro nobre da Capital
Crime ocorreu em casa de bairro nobre da Capital Foto : Pedro Revillion
A Polícia Civil acredita que em até 30 dias terá acesso ao laudo completo da perícia realizada nos corpos de mãe e filho, encontrados mortos nesta quinta-feira em um condomínio no bairro Tristeza, na zona Sul de Porto Alegre. A mulher, de 39 anos e o menino, de 6, foram assassinados a facadas dentro de casa.

A principal suspeita do crime recai sobre o marido e pai das vítimas, um bioquímico de 46 anos. Bilhetes e e-mails encontrados na residência da família comprovariam a suposição. O motivo seria a desconfiança de que estava sendo traído pela esposa. "Ele indicou ainda que matou a criança para que ela não sofresse sem a mãe", relatou o delegado Cleber Lima, da 1ª Delegacia de Polícia da Capital.

Ainda não é possível afirmar, por exemplo, quando o crime foi cometido. Somente o resultado da perícia deve confirmar o horário das mortes. A Polícia Civil já solicitou à Justiça a prisão do suspeito, que está internado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) da cidade. Assim que tiver alta, ele deve ser transferido para o Presídio Central.

Na noite de quarta-feira, ele se feriu quando teria tentado tirar a própria vida se atirando da ponte do Guaíba. Um pescador viu a cena e chamou os bombeiros. O Grupo de Busca e Salvamento da corporação resgatou o homem. O Ford Fusion usado por ele para ir até o local foi apreendido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Os corpos de mãe e filho serão velados e sepultados no Cemitério São Miguel e Almas, na Capital. A cerimônia está marcada para às 11h30 desta sexta-feira, na Capela B.

Corpos foram encontrados depois que familiares não conseguiram contato com as vítimas


Os corpos foram encontrados por policiais militares (PMs), chamados por familiares que não conseguiam contato com as vítimas. Os PMs tiveram que arrombar o portão de ferro da garagem e a porta de entrada da casa. O menino foi encontrado no quarto, em cima da cama, de pijamas. Ao lado dele estavam três facas de cozinha, provavelmente usadas no crime. A mulher, que era enfermeira, foi localizada no quarto, caída de bruços no chão.

Os quartos ficam no segundo andar da residência, mas havia um rastro de sangue na escada que leva à parte superior da casa. Os PMs acreditam que a mulher foi atacada primeiro e tentou fugir, mas não há sinais de luta corporal. A criança, provavelmente, estava dormindo quando foi morta.

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