Polícia

Polícia aguarda provas técnicas para elucidar crimes ocorridos em Gravataí

Sargento da BM e vítima de sequestro morreram em ação desastrada

Eventos trágicos, consequentes da atividade policial. Esta é a avaliação preliminar, apresentada pela Polícia Civil gaúcha, em esclarecimento prestado nesta quarta-feira, em Gravataí, sobre a ação que resultou na morte do sargento da BM, Ariel da Silva e de uma das vítimas do sequestro, antes da prisão dos três suspeitos. Para o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Aníbal Germany, somente o fechamento dos inquéritos, com resultados de perícias técnicas, determinará responsabilidades sobre os eventos.

Na avaliação do diretor da 1ª Delegacia Regional Metropolitana, delegado Leonel Carivali, o fato que determinou a morte de Lírio Darci Persch foi a forma como o cativeiro foi revelado. “O carro, do qual tínhamos informações, saiu de uma garagem no momento em que estávamos organizando a busca. Não tivemos uma tomada de cativeiro. O que aconteceu foi um confronto nos moldes de um assalto”, explicou. Segundo Carivali, ao depararem o cerco policial, os suspeitos refugiaram-se e atiraram.

Carivali afirmou que, antes das prisões, houve uma breve tentativa de negociação pela rendição dos criminosos. O delegado também revelou que Lírio e o refém libertado Osmar José Finckler foram atraídos por uma falsa proposta de venda de máquina agrícola. Segundo ele, os três presos possuem antecedentes por extorsão mediante sequestro e estariam pedindo resgate de R$ 50 mil. A quadrilha é suspeita de ter cometido pelo menos mais quatro sequestros no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Polícia do Paraná considera pedido de prisão de agentes precipitado

Os policiais envolvidos na morte do brigadiano se apresentaram à Corregedoria da Polícia à tarde e foram detidos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba. Eles declararam que o sargento atirou antes. O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Marcus Vinícius Michelotto, lamentou e considerou precipitada a decisão da Justiça do Rio Grande do Sul de expedir a prisão temporária dos agentes envolvidos na morte do PM.

Tarso considera ação ilegal

O governador Tarso Genro considerou a ação dos policiais paranaenses no Estado ilegal e fez duras críticas durante a tarde: "Esta cadeia de acontecimentos foi detonada por uma ação profundamente ilegal e irresponsável da polícia do Paraná no Estado do Rio Grande do Sul. Como foi ilegal e irresponsável, quero dizer que ela está sob suspeição".

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