Na avaliação do diretor da 1ª Delegacia Regional Metropolitana, delegado Leonel Carivali, o fato que determinou a morte de Lírio Darci Persch foi a forma como o cativeiro foi revelado. “O carro, do qual tínhamos informações, saiu de uma garagem no momento em que estávamos organizando a busca. Não tivemos uma tomada de cativeiro. O que aconteceu foi um confronto nos moldes de um assalto”, explicou. Segundo Carivali, ao depararem o cerco policial, os suspeitos refugiaram-se e atiraram.
Carivali afirmou que, antes das prisões, houve uma breve tentativa de negociação pela rendição dos criminosos. O delegado também revelou que Lírio e o refém libertado Osmar José Finckler foram atraídos por uma falsa proposta de venda de máquina agrícola. Segundo ele, os três presos possuem antecedentes por extorsão mediante sequestro e estariam pedindo resgate de R$ 50 mil. A quadrilha é suspeita de ter cometido pelo menos mais quatro sequestros no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Polícia do Paraná considera pedido de prisão de agentes precipitado
Os policiais envolvidos na morte do brigadiano se apresentaram à Corregedoria da Polícia à tarde e foram detidos na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba. Eles declararam que o sargento atirou antes. O delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Marcus Vinícius Michelotto, lamentou e considerou precipitada a decisão da Justiça do Rio Grande do Sul de expedir a prisão temporária dos agentes envolvidos na morte do PM.
Tarso considera ação ilegal
O governador Tarso Genro considerou a ação dos policiais paranaenses no Estado ilegal e fez duras críticas durante a tarde: "Esta cadeia de acontecimentos foi detonada por uma ação profundamente ilegal e irresponsável da polícia do Paraná no Estado do Rio Grande do Sul. Como foi ilegal e irresponsável, quero dizer que ela está sob suspeição".