Polícia

Polícia analisa câmeras do Banco do Brasil para investigar ataque na Serra

Criminosos explodiram agência bancário de Antônio Prado

Quadrilha conseguiu fugir com uma quantia de dinheiro ainda não divulgada
Quadrilha conseguiu fugir com uma quantia de dinheiro ainda não divulgada Foto : Brigada Militar / Divulgação / CP
Após o ataque a uma agência do Banco do Brasil (BB) no centro de Antônio Prado, na Serra gaúcha, na madrugada deste sábado, o titular da Delegacia de Repressão a Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Juliano Ferreira, teve acesso às imagens das câmeras de segurança da instituição financeira para dar início as investigações. “As imagens são de boa qualidade e já dá pra definir algumas coisas como as características dos indivíduos, por exemplo. Podemos dizer que eram quatro: dois entraram no banco e dois ficaram do lado fora”, explicou.

O município de Antônio Prado tem pouco mais de 12 mil habitantes. Por volta das 3h30min deste sábado, moradores dos arredores da avenida Valdomiro Bocchese foram despertados com o barulho dos explosivos e dos disparos efetuados em frente ao Banco do Brasil. Encapuzados e armados com fuzis, pistolas e uma espingarda, os criminosos detonaram três terminais no setor de autoatendimento e fugiram com uma quantia em dinheiro ainda não revelada.

Na ação, cinco pessoas foram feitas reféns. Três jovens que saíam de uma festa em um clube da cidade e um casal, que estava em um caminhão que trafegava pela via. Outro caminhão teve os pneus furados com os disparos, mas o condutor não parou o veículo. A Brigada Militar foi chamada por moradores. Ao chegar ao local, foi recebida a tiros.

Apesar do confronto com os policiais, a quadrilha conseguiu fugir em direção a Vila Flores. Osuposto carro usado no crime, um Renault Mégane de cor prata, foi encontrado a cerca de 3 quilômetros de Antônio Prado. Os bandidos passaram pó de extintor sobre o automóvel para ocultar as impressões digitais. “Ainda temos que avaliar se é um automóvel roubado”, analisou o delegado Juliano Ferreira.

A polícia segue as buscas na região para localizar os criminosos. O Grupo de Ações Táticas Especiais de Porto Alegre (Gate) e o Batalhão Operações Especiais (BOE) auxiliam nos trabalhos. Um helicóptero da Brigada Militar sobrevoa a região.

Com informações da repórter Maria Eduarda Fortuna

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