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Polícia aponta suspeito de derrubar helicóptero da PM, no Rio

Traficante do morro do Mandela conhecido como "Índio" seria o autor dos disparos

Polícia aponta suspeito de derrubar helicóptero da PM, no Rio
Polícia aponta suspeito de derrubar helicóptero da PM, no Rio Foto : AFP
Informações reservadas conseguidas por agentes da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas) da Polícia Civil apontam que um traficante da favela do Mandela, em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, conhecido como Índio, pode ter sido o autor dos disparos que atingiram o helicóptero da Polícia Militar no último sábado (17) no morro do São João, no Engenho Novo (zona norte), matando três policiais e ferindo outros três.

A Polícia Militar recontou o número de mortos pela guerra do tráfico nos morros cariocas e informou que 36 pessoas já morreram desde o último sábado (17). O balanço foi divulgado às 18h14 desta quarta-feira (21) pela Polícia Militar. A PM informou ainda que duas pessoas ficaram feridas e 17 foram presas. Outros 45 usuários de drogas foram detidos. Foram localizados vários armamentos.

Segundo os investigadores, o grupo de Índio foi o último a deixar o São João no dia do ataque ao morro dos Macacos e o disparo foi feito para desviar a atenção e permitir a fuga dos traficantes. Os agentes disseram que pelo menos três informantes diferentes das favelas do Jacarezinho e de Manguinhos confirmaram essa informação à polícia. No sábado, um integrante do bando de Índio, identificado como Lacoste, foi preso com um fuzil nas proximidades do São João. Índio é suspeito de ter participado de um ataque a um comboio de policiais da DRFA (Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis) na avenida dos Democráticos, em Manguinhos, em novembro do ano passado.

No balanço divulgado nesta quarta-feira, três pessoas morreram no morro do Juramento, durante uma operação do 9º Batalhão de Polícia Militar (Ilha do Governador). No Fallet, morreu Leozinho dos Prazeres, identificado como o chefe do tráfico local.

No morro Santo Amaro, o Catete (zona sul), morreram duas pessoas em uma ação do 2º Batalhão da Polícia Militar. No local os policiais também encontraram duas granadas e uma submetralhadora. Uma pessoa morreu em uma ação do Bope (Batalhão de Operações Especiais), a tropa de elite da PM carioca, no morro da Mangueirinha, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense).

A DRAE (Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos) da Polícia Civil do Rio investiga o destino de sete fuzis que foram apreendidos na última terça-feira (20) por policiais rodoviários federais na BR-070, no município de Primavera do Leste, em Mato Grosso. Um homem foi preso na ação. Ele estava com 5.000 munições para armas de diversos calibres e disse aos policiais que todo material seria enviado ao Rio de Janeiro. A Polícia Rodoviária Federal informou que ele receberia R$ 10 mil pelo transporte. Todo o material estava num fundo falso de uma camionete que saiu de Ji-Paraná (RO).

As informações são do R7