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Polícia apreende carro que teria passado por barreira quando menino foi baleado em NH

Guarda Municipal afirma que estudante foi atingido por acidente

Polícia apreende carro que teria passado por barreira quando menino foi baleado em NH
Polícia apreende carro que teria passado por barreira quando menino foi baleado em NH Foto : Pedro Revillon
Os agentes da 2ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo acreditam ter encontrado a prova que a Guarda Municipal de Novo Hamburgo necessitava para comprovar que o estudante Manolo Martins Ferreira da Silva, 12, foi vítima de um disparo acidental, em 23 de abril. Um Santana apreendido na rua Walkíria Spindler, no bairro Canudos, pode ser a peça para elucidar os fatos. O veículo apresenta uma perfuração na traseira, abaixo do lado direito da placa. “Existem suspeitas de que a marca tenha sido provocada por um dos dois disparos desferidos por guardas municipais depois que o carro furou um bloqueio”, explicou o chefe da Seção de Investigações, inspetor Cláudio Dineck.

Segundo ele, na noite em que o menino foi baleado, dois guardas municipais tentaram abordar e atiraram em um Santana próximo ao Centro Administrativo. Um dos disparos ricocheteou na lataria, atravessou o vidro do carro e a cabeça do garoto. O delegado Clóvis Nei da Silva requisitou ao Departamento de Criminalística uma minuciosa perícia no automóvel. A proprietária do carro, uma vendedora de 26 anos, e seu marido, um desempregado de 29 anos, já foram interrogados. “Houve divergências entre os depoimentos. A mulher e dona do carro, nega que o veículo tenha trafegado na noite do incidente. Já o marido afirmou que cruzou pelo local, mas não avistou a barreira da Guarda Municipal”, disse Dineck.

De acordo com o inspetor, o Santana foi reconhecido pelos servidores da Guarda Municipal. Anteriormente à apreensão, um deles teria descrito o ponto exato da lataria atingido pelo disparo. O vendedor desempregado disse que a lataria foi perfurada por um guincho e que uma marca na tampa do porta-malas foi provada pela proprietária, com uma barra de ferro. Dineck ressaltou que existem indícios de que o carro tenha participado de roubos praticados contra estabelecimentos comerciais pouco antes do menino ser alvejado pelo disparo acidental. “Vamos solicitar a presença das vítimas na delegacia para ver se reconhecem o Santana e também o marido da proprietária”, adiantou.

Na hipótese de haver o reconhecimento, Dineck disse que é justificável a fuga da Guarda Municipal. “Se ele praticou os roubos, jamais pararia em uma barreira, pois certamente havia arma e parceiros no interior do veículo”, comentou.