Polícia

Polícia apreende mais de 100 quilos de droga em operação em Porto Alegre

Operação foi resultado de mais de seis meses de investigações

Mais de 100 quilos de droga foram apreendidos no bairro Jardim Leopoldina
Mais de 100 quilos de droga foram apreendidos no bairro Jardim Leopoldina Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
Depois de seis meses de investigações, a Polícia Civil desarticulou um esquema de tráfico interestadual de drogas e munição de fuzil na madrugada deste sábado em Porto Alegre. A Operação Rota do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) apreendeu 100 quilos de maconha e 1.500 cartuchos de fuzil, além de um quilo de cocaína, no bairro Jardim Leopoldina. O material, de acordo com o titular da 4ª Departamento de Investigações Criminais (DIN), Maurício Barison, era distribuído para cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Barison disse que durante os trabalhos investigativos ficou comprovado o modo de agir do grupo. De acordo com ele, havia um complexo e organizado esquema de ocultação, depósito, remessa e entrega de entorpecentes e munições para traficantes de outras regiões. Com um único mandado judicial de busca e uma ação considerada "cirúrgica", foi localizado o imóvel onde as drogas e munições estavam.

"Os criminosos já eram monitorados pelos policiais civis do Denarc até que o suas presenças com uma incomum quantidade de caixas chamou ainda mais a atenção dos agentes. Os investigados foram vistos recebendo, guardando em sua residência, transportando e remetendo caixas de produtos (caixas de som amplificadas) com prováveis falsas indicações de uma conhecida rede gaúcha de empresas de venda a varejo de eletrodomésticos", detalhou.

Segundo o diretor de investigações do departamento, delegado Mario Souza, os produtos eram transportados com frequência. "As investigações apontam o esquema possivelmente contava com a falsificação de notas fiscais de empresa de modo a tentar ludibriar os agentes fiscalizadores e os responsáveis pelo transporte, dando a aparência de produtos lícitos do varejo”, salientou. Considerado um esquema complexo, a embalagem usada para armazenar o conteúdo ilícito era elaborada com cuidado e caprichada nos detalhes. "Isso era feito para dificultar, inclusive, a ação dos cães farejadores”, destacou.

De acordo com o titular da 4ª DIN, as técnicas utilizada pelos criminosos chamou a atenção. "As caixas eram forradas com papel alumínio de modo a dificultar a visualização do conteúdo por meio de raios-x. Caso fosse possível ultrapassam o papel alumínio, a verificação do interior era dificultada pela inserção de tubos verticais de papelão, dando a impressão que o produto teria outra forma, não de tijolos de drogas”. Por fim, todo o interior das caixas era preenchido com espuma expansiva - utilizada na construção civil -, de modo a preencher os espaços vazios e preservar a qualidade da droga.