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Polícia apreende registros veiculares do Detran em branco no Paraná

Documentação provavelmente foi furtada ou desviada de empresas credenciadas

Polícia também apreendeu cinco veículos
Polícia também apreendeu cinco veículos Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
Vários certificados de registro de veículos, todos em branco, dos Detrans do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram apreendidos com uma quadrilha de assaltantes e falsificadores de documentos que agia em Curitiba e Região Metropolitana, no PR. A documentação provavelmente foi furtada ou desviada de empresas credenciadas nos órgãos estaduais de trânsito. Cinco criminosos foram presos pelos policiais civis paranaenses. A operação foi realizada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) da Polícia Civil. Além dos certificados de registro de veículos, os agentes apreenderam cinco veículos, comprovantes de depósitos bancários referentes às vendas dos documentos falsificados e placas automotivas. Os agentes da DRFV não descartam mais prisões de mais envolvidos e vão apurar agora a existência também da prática de crime de lavagem de dinheiro.

As investigações duraram cerca de três meses a partir de uma denúncia de que apenados com tornozeleiras eletrônicas permaneciam praticando crime de roubo de veículos e integravam um esquema de venda de placas e documentos falsos. Durante o trabalho investigativo, um sexto integrante da quadrilha, um detento com tornozeleira eletrônica, foi preso com um Ford EcoSport, roubado e clonado. A mulher e uma cunhada do detento estão entre os cinco presos agora na operação que resultou ainda na recuperação de mais seis veículos, sendo um EcoSport, Onix, BMW X5, New Beetle, Gol e Golf, todos com suspeitas de serem roubados e adulterados.

Segundo o delegado-chefe da DFRV, Cassiano Aufiero, a quadrilha vendia “a R$ 1,5 mil o conjunto de placas e documento, estimando-se que movimentavam cerca de R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês com essas vendas, inclusive para outras quadrilhas de Curitiba e de Santa Catarina”, destacou. Com os documentos falsos, os veículos roubados eram “esquentados”. Todos os investigados estão sendo autuados por associação criminosa, falsificação de documento público, roubo qualificado, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.