A Polícia Civil busca agora um terceiro envolvido no assassinato da corretora de seguros Andressa Reinaldo Ellwanger Friedrich, 25 anos, ocorrido na madrugada de domingo passado no bairro Olaria, em Canoas. O marido da vítima, de 33 anos, apontado como o mandante do crime e autor da farsa de que a esposa foi morta em um roubo de veículo, está preso desde a última terça-feira. Um funcionário da marcenaria dele, de 21 anos, também encontra-se detido por envolvimento no caso.
• Marido confessou ter encomendado morte após oito horas de depoimento
Na manhã desta quarta-feira, o titular da Delegacia de Homicídios de Canoas, delegado Valeriano Garcia Neto, assegurou que prosseguem as investigações. Além de diligências, destacou, os policiais civis estão atrás da pistola da calibre 380 usada para executar a jovem. Novos depoimentos de pessoas, que possam colaborar no trabalho investigativo, também estão previstos. A Delegacia de Furto e Roubo de Veículo de Canoas e a 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ªDPRM) estão mobilizadas juntas.
Já o advogado do marido da vítima, Mateus Marques, deve ingressar na Justiça com um pedido para que ocorra um novo interrogatório. A intenção é que o depoimento seja prestado com a presença da defesa. “Mesmo que isso não vá influenciar em nada, porque o delegado provavelmente não vai mudar a opinião dele acerca do fato acontecido, mas nós vamos dar forma a esse procedimento chamado inquérito policial”, declarou em entrevista à rádio Guaíba.
O advogado questionou os meios utilizado para colher o depoimento do seu cliente. “Ele foi conduzido até a delegacia e prestou depoimento durante oito horas sem a presença de um advogado. O delegado dispensou essa possibilidade de ele ter um advogado. E essa circunstância causa, para toda a investigação, uma fragilidade muito grande”, declarou. Mateus Marques comentou ainda que o cliente não planejou a morte dela. “A motivação nunca foi buscando a morte dela”, ressaltou.
Conforme as investigações, o marido teria oferecido cerca de R$ 10 mil ao funcionário de sua marcenaria para executar o crime, cometido como se fosse um roubo de carro da família. A morte da mulher, inclusive na frente da filha pequena, teria sido planejada em consequência da relação tensa do casal, marcada por brigas e reconciliações. A divisão com ela de uma herança de R$ 160 mil e de imóveis dele, em caso de uma separação definitiva, pode ter sido o estopim.
Polícia busca terceiro envolvido na morte de mulher em Canoas
Marido confessou que encomendou a morte, mas advogado quer novo depoimentos