Polícia

Polícia Civil abre inquérito sobre morte de menina eletrocutada em Canela

Fio telefônico energizado pode ter causado a tragédia

 Menina foi eletrocutada ao encostar num fio energizado no cruzamento das ruas Vermelhinho e Assis Brasil, em Canela
Menina foi eletrocutada ao encostar num fio energizado no cruzamento das ruas Vermelhinho e Assis Brasil, em Canela Foto : Halder Ramos/Especial CP
A Polícia Civil de Canela começou a investigar a morte de Maria Eduarda Tegner, 7 anos, que foi eletrocutada ao encostar num fio energizado, na noite dessa terça-feira, em Canela, Serra gaúcha. Ela brincava com um primo e a irmã mais nova no cruzamento das ruas Vermelhinho e Assis Brasil, bairro Santa Terezinha, e por volta das 18h encostou num cabo de um poste de transmissão de energia.

Uma das possibilidades é de que o cabo telefônico tenha se energizado ao entrar em contato com a fiação elétrica. De acordo com familiares da vítima, o fio permaneceu meses no local, desde o temporal que atingiu a cidade, em julho de 2010.

Apesar de o serviço de iluminação pública ser atribuição da Prefeitura, técnicos da distribuidora Rio Grande Energia (RGE) realizaram um trabalho conhecido como “eliminação do risco” no poste energizado. Segundo a assessoria da distribuidora, o problema ocorreu em um cabo de telefonia que utilizava o suporte de postes da RGE e que, ao se romper, encostou no poste de iluminação pública onde ocorria fuga de energia.

Socorrida pela mãe, Lisiane Elias Amaral, a criança foi encaminhada desmaiada ao hospital de Canela, onde chegou a ser reanimada, mas teve uma parada cardíaca. A Polícia Civil ainda desconhece a empresa telefônica proprietária do cabo e responsável pela manutenção do equipamento. A prefeitura de Canela, no entanto, disse que o cabo não era de sua responsabilidade.


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