Polícia

Polícia Civil apreende 14 fuzis em São Leopoldo

Armamento de guerra foi localizado em diligências da Operação Desarmado

Da esquerda p/direita: delegada Marcela Ehler e delegados, Mario Souza, Fernando Sodré e Rafael Pereira
Da esquerda p/direita: delegada Marcela Ehler e delegados, Mario Souza, Fernando Sodré e Rafael Pereira Foto : Marcel Horowitz / CP

Foram localizados 14 fuzis em São Leopoldo, no Vale do Sinos. As armas estavam escondidas sob o piso de um imóvel, no bairro Boa Vista, onde um homem foi preso. O anúncio ocorreu em coletiva da Polícia Civil nesta segunda-feira, mas a ação foi realizada no final de semana.

As diligências integraram a Operação Desarmado, deflagrada pelo Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo contra uma facção que atua no Vale do Sinos. O objetivo foi coibir assassinatos cometidos pelo grupo criminoso na região.

O armamento estava no interior de um buraco sob o piso de uma residência. A escavação ainda ficava encoberta por camadas de cimento e lajotas removíveis. Ali, foram localizados 11 fuzis calibre 762 e três, de calibre 556. O preço de cada um dos itens no mercado ilegal pode variar de R$ 80 mil até mais de R$ 100 mil.

A estimativa é que a apreensão gerou prejuízo superior a R$ 1,1 milhão ao crime organizado. Conforme a investigação, o equipamento de guerra era empregado para executar desafetos da facção, além de proteger pontos de tráfico e atacar áreas onde atuam grupos rivais.

“Foi a maior apreensão de fuzis na história recente da Polícia Civil gaúcha. Se trata de armamento de grosso calibre, que é utilizado em guerras e conflitos ao redor do mundo. Certamente evitamos muitas mortes ao retirar essas armas das mãos dos criminosos”, afirmou o chefe da instituição, delegado Fernando Sodré.

Ainda de acordo com o chefe da PC, o armamento foi fabricado nos Estados Unidos e na República Tcheca, sendo transportado a solo gaúcho por via terrestre ou marítima. Não é descartado que os itens tenham vindo de países próximos, como Paraguai, Uruguai ou Argentina.

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante no local, mas depois teve a prisão convertida em preventiva. Ele seria o responsável por vigiar o imóvel onde as armas eram escondidas. A ficha criminal dele acumula registros por homicídio, tráfico de drogas, assalto, porte ilegal de armas, entre outros. Investigadores apontam que o criminoso é integrante da facção e já atuou como gerente do tráfico no bairro Niterói, em Canoas.