O delegado Mario Souza, titular da 1ª Delegacia de Investigações do Narcontráfico, do Denarc, relatou que a prisão foi possível a partir de cinco meses de investigações. "Neste período, ficamos monitorando a quadrilha e esperando o momento certo para que todos fossem detidos ao mesmo tempo", relatou. Segundo Souza, a droga tinha origem internacional, era armazenada em municípios da Região Metropolitana – a maior parte no bairro Rio Branco, em Canoas – e era distribuída em pontos de tráfico da zona Norte de Porto Alegre.
A droga era da variedade conhecida como "skank", que tem um princípio ativo mais elevado, e é normalmente consumida por usuários de classe média alta. "Esse produto tem mais folhas, menos sementes e era armazenado em estufas, o que aumentava o teor de THC e, por consequência, sua qualidade", explicou Souza.
Durante a ação denominada Operação Rio Verde os suspeitos não tiveram tempo de reagir. Eles não portavam armas. O grupo será autuado em flagrante pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico e levado ao Presídio Central de Porto Alegre.