Cerca de 42 quilos de skunk, ou “supermaconha”, foram apreendidos em uma ação da Polícia Civil gaúcha na fronteira com o Uruguai. A estimativa é que o prejuízo infligido no crime organizado supere R$ 1,2 milhão. O fato ocorreu na quarta-feira, mas foi divulgado nesta manhã.
A droga estava armazenada no interior de um imóvel em Aceguá. Uma investigação da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (Din/Denarc) identificou o local. As diligências também somaram o efetivo da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Bagé e da Polícia Nacional do Uruguai.
De acordo com o delegado titular da 3ª Din, Joel Wagner, o ilícito entrava no Brasil a partir da Região da Fronteira, por via terrestre. Depois, era distribuído ao longo de todo o Rio Grande do Sul.
"Os criminosos transportavam os entorpecentes dentro de veículos. Era comum que eles alugassem automóveis unicamente para a função. Após atravessar a fronteira, em Bagé, a droga era levada para diversos municípios do RS, incluindo Porto Alegre e Região Metropolitana”, explicou o titular da 3ª Din.
A estimativa do delegado Cristiano Ritta, titular da Draco, é que a ação conjunta tenha impedido que mais de 80 mil porções de skunk chegassem ao Brasil. “A integração das equipes policiais foi fundamental para a apreensão do entorpecente”, disse.
O skunk tem como princípio ativo o THC, o mesmo da maconha. A droga é gerada a partir do cruzamento genético entre duas espécies diferentes da planta Cannabis Sativa e, por ser de sete a dez vezes mais forte que a maconha, tem um alto valor no mercado ilegal.