O local servia como laboratório para refino. A polícia avaliou a droga em R$ 7 milhões, se revendida por atacado no mercado do narcotráfico. No varejo, o valor pode render, no mínimo, o dobro. No local, um casal foi preso. O delegado regional Julci Severo suspeita que o homem era o responsável pela produção da droga. Foram encontrados, ainda, R$ 130 mil no sítio.
Em Venâncio Aires, outro homem foi preso, com cocaína e maconha, produtos roubados e um carro. O delegado explica que a quadrilha atuava com centenas de colaboradores em municípios dos vales do Rio Pardo e do Taquari. As investigações sobre o grupo duraram sete anos e nesse período, integrantes do segundo e terceiro escalão foram presos, conforme Severo.
Neste ano, a detenção de distribuidores ligados ao líder do bando permitiu chegar à identificação dele e do local utilizado para o refino da cocaína. Severo lembrou, por exemplo, do caso de um homem que morreu após colidir a moto contra uma vaca em Santa Cruz do Sul, em 4 de maio. Com ele, que atuava na distribuição de entorpecentes, foram encontrados dois tijolos de crack, com cerca de um quilo cada, e outro de cocaína.
Líder já cumpriu pena por tráfico
O delegado frisou que a polícia chegou a solicitar a prisão temporária do líder do grupo, que já cumpriu pena por tráfico, mas o pedido não foi acatado pela Justiça. Agora, com as evidências coletadas no sítio, a expectativa é de que o Judiciário emita o aval para que se iniciem as buscas na região de Venâncio Aires, onde ele reside.
A Operação Predadores contou com a participação de 50 agentes da Delegacia Especializada de Furto, Roubos e Capturas (Defrec) de Santa Cruz do Sul, do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e da Delegacia de Polícia de Venâncio Aires.