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Polícia Civil deflagra operação e prende seis em condomínio em Porto Alegre

Ação combate tráfico de drogas em complexo residencial no bairro Santana

Polícia Civil deflagra operação e prende seis em condomínio em Porto Alegre
Polícia Civil deflagra operação e prende seis em condomínio em Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer
A Polícia Civil desencadeou na tarde desta quarta-feira a Operação Dependência para combater o tráfico de drogas no Condomínio Princesa Isabel no bairro Santana, em Porto Alegre. Mais de 200 policiais, com o apoio de um helicóptero e de cães farejadores, entraram no complexo residencial para cumprir 43 mandados de busca e apreensão em diferentes apartamentos.

No condomínio, de 28 blocos e 230 apartamentos, oito pessoas foram detidas. Os agentes apreenderam duas pistolas, munições, crack, cocaína, maconha, um simulacro de fuzil e dois veículos roubados.

Os policiais cercaram o local, ingressando pelas duas entradas do complexo. Uma pela avenida Bento Gonçalves e a outra pela avenida Princesa Isabel. “Sabemos que o condomínio é utilizado por narcotraficantes, que se aproveitam das grades do complexo para traficar no interior”, afirmou o delegado Rafael Pereira, titular da 3ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (3ª DIN) do Denarc. Os policiais realizaram monitoramento do local para identificar o funcionamento do tráfico durante seis meses.

Além do combate ao comércio ilegal de drogas, os agentes do Denarc também vistoriaram veículos que estavam estacionados no pátio e verificaram a situação de 43 imóveis (proprietário e condição legal dos apartamentos). Conforme a Polícia, outros três imóveis, situados fora do condomínio, também serão vistoriados. Segundo Pereira, o trabalho realizado pelos policiais dificulta o tráfico de drogas e começa a fazer com que os traficantes percam mercado. “Os usuários ainda procuram muito este ponto e isso faz com que o tráfico renasça depois das operações”, ressaltou Pereira.

Pelo fato de o tráfico “renascer” mesmo após as operações, o delegado afirmou que a Polícia Civil continuará realizando ações constantes, até que se consiga afastar o tráfico de vez. “Para que os moradores de bem do condomínio possam usufruir das suas residências em paz”, explicou o titular da 3ª DIN. O horário de execução da Operação Dependência, de acordo com o delegado, foi estratégico, levando em conta o movimento no local.

'O tráfico sempre esteve presente'

De acordo com o chefe de Polícia, delegado Emerson Wendt, a Operação Dependência foi deflagrada em resposta a denúncias anônimas recebidas pela corporação. Essas foram feitas por moradores do complexo residencial. “São moradores que não estão envolvidos com o tráfico de drogas”, acentuou Wendt. “Buscamos apreender armas e drogas, conforme relatado nas denúncias”, disse.

Segundo Wendt, o tráfico de drogas funciona em todo e qualquer lugar, inclusive em um condomínio situado a 250 metros do Palácio da Polícia. “Essa máquina criminal, que é o tráfico de drogas, é de certa forma sustentada pelos usuários”, analisou o chefe de Polícia. “Isso acaba repercutindo em outros crimes, como homicídios, latrocínios e principalmente os delitos de roubo. O que nós temos que fazer é justamente combater”, ressaltou Émerson Wendt.

Uma moradora do Condomínio Princesa Isabel, que preferiu não se identificar com medo de represálias, disse que a Polícia
deveria ir ao local mais vezes. “Vejo de tudo por aqui e não posso falar nada, infelizmente tenho medo”, afirmou a moradora. Segundo ela, crianças acabam ficando abandonadas quando os pais são presos e são acabam sendo criadas por outras famílias, muitas vezes de um maneira não muito correta. “Atualmente, a situação aqui, no condomínio, é tranquila, mas o tráfico sempre esteve presente”.




Os policiais cercaram o local, ingressando pelas duas entradas: na avenida Bento Gonçalves e na avenida Princesa Isabel. “Sabemos que o condomínio é utilizado por narcotraficantes, que se aproveitam das grades do complexo para traficar no interior”, afirmou o delegado titular da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (3ªDIN/Denarc). Durante cerca de seis meses, os policiais realizaram monitoramento no local para identificar o funcionamento do tráfico.

Além do combate ao comércio ilegal de drogas, os policiais civis também vistoriaram veículos que estavam estacionados no pátio e verificaram a situação de 43 imóveis (proprietário e condição legal dos apartamentos) - outros três imóveis, fora do condomínio, também devem ser vistoriados.