Conforme o delegado da Polícia Civil e responsável pela operação, Augusto Cavalheiro, a quadrilha era investigada há sete meses e é responsável pelo "tráfico forte" de maconha no Estado. "Chegamos até este grupo através de escutas telefônicas e outros métodos. A partir daí, é que identificamos nove pessoas envolvidas, que trabalhavam a mando de um homem que está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc)", explicou. O suspeito seria Neri José Soares.
Aos ser questionado sobre como ocorria a comunicação entre o preso e a quadrilha, Cavalheiro esclareceu que o contato não se dava através de celulares. "Nesta parte da investigação, não conseguimos nada através de escutas. No entanto, descobrimos que as pessoas que visitavam o líder passavam as ordens aos demais integrantes", disse.
Segundo Cavalheiro, os carregamentos de maconha da quadrilha eram endereçados para o Litoral Norte. "Entre os meses de dezembro e março, eles enviaram drogas para Osório e Tramandaí. Infelizmente, não obtivemos a identificação do comprador. Eles realizavam vendas de grandes quantidades da droga, oito, 10, até 20 quilos", acrescentou.