A Polícia Civil liberou, na noite dessa segunda-feira, os dois adolescentes - de 16 e 17 anos - apreendidos por suspeita de terem executado o taxista. O colega que teria visto o criminoso não reconheceu a dupla, que foi reconduzida ao Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) POA 1, na vila Cruzeiro.
Mesmo que o bandido seja encontrado, ele não poderá ser preso em razão da lei eleitoral que não permite detenções a partir desta terça, a não ser que sejam em flagrante. A determinação é válida até a próxima terça-feira.
O taxista foi baleado com três tiros, no sábado, em um assalto na zona Sul de Porto Alegre. A vítima morreu na madrugada de domingo.
Silva trabalhava há cinco anos como taxista. Ele deixou três filhos e a esposa, que está grávida. O crime revoltou dezenas de taxistas, que realizaram protestos em frente ao Palácio da Polícia e ao Hospital de Pronto Socorro no dia do assalto. Os motoristas reclamaram da falta de segurança e bloquearam por alguns minutos as avenidas Ipiranga e Venâncio Aires, em Porto Alegre