Para o delegado, até o momento, o que ficou claro foi o motivo que causou o conflito. "Pelo que eu percebi, a Brigada Militar (BM) só agiu após haver o dano ao patrimônio", comentou Rodrigues. A investigação solicitou imagens das câmeras de segurança instaladas na região para analisar quem danificou o boneco e se foi desproporcional a reação dos policiais militares. Gravações de pessoas que participaram do conflito já foram analisadas pela Polícia Civil. O delegado explicou que os manifestantes pularam as grades e invadiram o espaço destinado a um dos quatro exemplares espalhados pelo País do tatu-bola e danificaram o boneco. Os ativistas, no entanto, denunciam abuso por parte da Brigada Militar. "Isso terá que ser apurado ao longo do inquérito", afirmou o policial.
O Ato em Defesa da Alegria (ADA) foi organizado via internet por um grupo que tinha a intenção de protestar contra o cercamento do Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção, e as parcerias público-privadas (PPPs) firmadas pela Prefeitura de Porto Alegre, incluindo a que permitiu instalar chafarizes no Largo Glênio Peres, onde o confronto aconteceu.
O grupo se reunia de forma pacífica desde às 16h em frente ao Paço Municipal, na Praça Montevideo, sob a vigilância de 19 guardas municipais e 23 policiais do Batalhão de Operação Especiais (BOE). “Queremos mostrar que a população quer se apropriar dos espaços públicos”, disse um dos integrantes do movimento. Por volta das 23h20min, alguns manifestantes teriam decidido atravessar a avenida Borges de Medeiros e derrubar o tatu-bola. Ambulâncias levaram cerca de dez feridos para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). Pelo menos seis pessoas foram detidas no conflito.
Veja abaixo uma gravação do que ocorreu no Largo Glênio Peres: