Polícia

Polícia Civil instaura inquérito para apurar confronto no Largo Glênio Peres

Protesto no Centro de Porto Alegre terminou em conflito entre policiais e manifestantes

Protesto acabou em confronto entre policiais e manifestantes no Centro da Capital
Protesto acabou em confronto entre policiais e manifestantes no Centro da Capital Foto : André Ávila
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o confronto da noite de quinta-feira no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre. De acordo com o titular da 17ª Delegacia da Capital, Hilton Müller Rodrigues, dois crimes serão apurados: lesão corporal e dano ao patrimônio público. Durante protesto, manifestantes atacaram o mascote da Copa do Mundo de 2014, um tatu-bola inflável de sete metros de altura. Policiais revidaram com gás de efeito moral, balas de borracha, gás lacrimogênio, além de cassetetes. Diversas pessoas ficaram feridas.

Para o delegado, até o momento, o que ficou claro foi o motivo que causou o conflito. "Pelo que eu percebi, a Brigada Militar (BM) só agiu após haver o dano ao patrimônio", comentou Rodrigues. A investigação solicitou imagens das câmeras de segurança instaladas na região para analisar quem danificou o boneco e se foi desproporcional a reação dos policiais militares. Gravações de pessoas que participaram do conflito já foram analisadas pela Polícia Civil. O delegado explicou que os manifestantes pularam as grades e invadiram o espaço destinado a um dos quatro exemplares espalhados pelo País do tatu-bola e danificaram o boneco. Os ativistas, no entanto, denunciam abuso por parte da Brigada Militar. "Isso terá que ser apurado ao longo do inquérito", afirmou o policial.

O Ato em Defesa da Alegria (ADA) foi organizado via internet por um grupo que tinha a intenção de protestar contra o cercamento do Auditório Araújo Vianna, no Parque da Redenção, e as parcerias público-privadas (PPPs) firmadas pela Prefeitura de Porto Alegre, incluindo a que permitiu instalar chafarizes no Largo Glênio Peres, onde o confronto aconteceu.

O grupo se reunia de forma pacífica desde às 16h em frente ao Paço Municipal, na Praça Montevideo, sob a vigilância de 19 guardas municipais e 23 policiais do Batalhão de Operação Especiais (BOE). “Queremos mostrar que a população quer se apropriar dos espaços públicos”, disse um dos integrantes do movimento. Por volta das 23h20min, alguns manifestantes teriam decidido atravessar a avenida Borges de Medeiros e derrubar o tatu-bola. Ambulâncias levaram cerca de dez feridos para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). Pelo menos seis pessoas foram detidas no conflito.

Veja abaixo uma gravação do que ocorreu no Largo Glênio Peres:



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