Os policiais civis e militares tiveram a atenção despertada para o número de tiros efetuados contra a vítima. Não é descartada a possibilidade de que o coronel reformado, nascido em São Borja, tenha reagido diante da investida dos assaltantes. Um suposto veículo vermelho teria sido visto no local do crime.
Vítima trabalhou na ditadura
Durante a ditadura militar, no começo dos anos 1980, o então tenente-coronel Julio Miguel Molina Dias foi comandante do chamado Destacamento de Operações Internas do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), subordinado ao Exército, no Rio de Janeiro.
Na época, no dia 30 de abril de 1981, no Riocentro, um evento com shows de vários artistas da MPB, em comemoração ao Dia do Trabalhador, estava sendo realizado. Alguns militares da ala radical do regime montaram um plano de explodir bombas nos geradores de energia do evento para semear o pânico no público e acabar com o show.
Uma das bombas, porém, explodiu antes da hora dentro de um automóvel Puma, onde estavam um sargento, que morreu, e um capitão, que ficou gravemente ferido. A falha no atentado apressaria ainda mais o fim da ditadura militar no País.