Polícia

Polícia Civil reprime assaltos a voluntários na enchente em Porto Alegre e região Metropolitana

Cerca de 100 agentes promovem ações ostensivas em áreas de alagamento

Policiais civis fazem escolta de voluntários
Policiais civis fazem escolta de voluntários Foto : Camila Cunha

A Polícia Civil tem feito ações ostensivas contra assaltos a voluntários que atuam nas enchentes em Porto Alegre e na região Metropolitana. São cerca de 100 agentes espalhados por pontos de alagamento.

Nesta manhã, policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) faziam a escolta de embarcações nos bairros São João, Navegantes e Humaitá, na zona Norte de Porto Alegre.

O delegado Gabriel Borges afirma que a medida é institucional. Ele também destaca que as ações reduziram as ocorrências na região.

“Os criminosos se adaptam a qualquer situação, e ,de fato, houve ocorrências nos três primeiros dias da enchente. Por isso que decidimos reforçar nossa atuação ostensiva. Não temos registros de novos casos há quase dois dias”, disse Borges.

Ainda de acordo com o delegado, uma das áreas onde houve maior número de ocorrências foi no entorno da Arena do Grêmio. Além disso, um tiroteio entre grupos criminosos rivais foi registrado no entorno da avenida presidente Franklin Roosevelt, no início da semana.

Apreensão de drogas em Canoas

Houve apreensão de drogas nesta madrugada, em ação coordenada por policiais da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico, em Canoas. Na ocasião, os agentes localizaram 11 quilos de cocaína.

A ideia dos traficantes era retirar os entorpecentes de uma casa no bairro Mathias Velho, que está inundado, para serem armazenados em um apartamento no bairro Mato Grande.

A droga foi localizada no interior de uma caixa d’água, que fora deixada em meio a uma vegetação. Os traficantes conseguiram fugir, mas o prejuízo ao crime organizado superou R$ 350 mil.

"As drogas estavam armazenadas dentro de uma caixa térmica para evitar que fosse molhadas, além de estarem bem acondicionadas de forma a não umedecer. O objetivo dos criminosos era obter dinheiro com a venda para reestruturar as perdas que tiveram com as enchentes”, contou o delegado Gabriel Borges.