A Polícia Civil salvou cerca de 700 pessoas durante a enchente que devastou o Rio Grande do Sul. O número compreende duas semanas de resgates fluviais e aéreos, ocorridos em maio. As ações foram efetuadas por duas equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que é a unidade da instituição para missões de alto risco.
De acordo com o diretor do Core, delegado Bolivar LLantada, participaram das operações agentes do Grupo de Resgate e Intervenção (GIR) e da Divisão Operacional Aérea (DOA). Ele acrescenta que foram realizados salvamentos em municípios do Vale do Rio Pardo e na região Metropolitana, além da Capital.
“Fizemos resgates em Santa Cruz do Sul, Candelária, Porto Alegre, Canoas e Eldorado do Sul. Foi um trabalho exaustivo, mas temos certeza que conseguimos diminuir muito a quantidade de óbitos ocorridos na enchente”, afirmou o delegado Bolivar LLantada.
Ainda no dilúvio, o helicóptero da Polícia Civil ultrapassou 100 horas de vôo. Apenas em um dia, 68 pessoas foram resgatadas.
Patrulhamento ostensivo
Além das operações de risco, a Polícia Civil designou cerca de 2,75 mil agentes para rondas ostensivas no Rio Grande do Sul. O objetivo é reforçar a segurança da população que mora em regiões atingidas por chuvas e enchentes. Instaurada em caráter permanente, ao longo de 24 horas por dia, a missão não tem prazo de término.
O patrulhamento terrestre ocorre por meio de viaturas e a pé, o que inclui a fiscalização de abrigos. Em locais alagados, os servidores utilizaram 20 embarcações para rondas fluviais.
"A ostensividade é fundamental neste momento, para que os gaúchos vejam que a Polícia Civil está atuante. Ocorre um misto de visibilidade com investigação, porque as operações não foram interrompidas. Há rondas ostensivas, mas também deflagramos ações contra tráfico, homicídios, além do combate a fake news e outras”, destacou o chefe de Polícia, delegado Fernando Sodré.