O chefe de Polícia Civil, delegado Ranolfo Vieira Júnior, considera de extrema importância a Enafron, que possibilita investimentos em áreas como a operacional e a de inteligência, viabilizando assim a aquisição de equipamentos, sistemas de radioco-municação e informática, além de capacitação. “É um passo importante na história da Polícia Civil”, avalia o delegado.
Para atender à nova demanda, o acréscimo de efetivo é fundamental. O concurso que está em andamento prevê o ingresso de 700 novos policiais. “Entre 5% e 10% desses agentes serão destinados aos núcleos de inteligência”, calcula. A integração com outros órgãos, inclusive da esfera federal, é considerada positiva por Ranolfo Vieira Júnior.
Segundo o diretor da Divisão de Planejamento e Coordenação (Diplanco) da Polícia Civil, delegado Antonio Carlos Pacheco Padilha, os convênios firmados com a Senasp visam “implantar repressão qualificada na região de fronteira, incrementando as atividades de Polícia Judiciária com excelência e inteligência, por meio do reaparelhamento das DPs”. Ele diz que os convênios permitirão a compra de equipamentos de inteligência e investigação, como mais de 260 computadores, além de novos armamentos. “Estão sendo adquiridas carabinas calibre 40; pistolas calibre 40, submetralhadoras calibre 40; carabinas calibre 5,56 e escudos e coletes balísticos”, revela.
O delegado destaca a chegada de 40 viaturas, incluindo caminhonetes ostensivas Mitsubishi Triton L200, e veículos discretos. Um veículo scanner, de porte, também está programado.