Polícia

Polícia Civil vai pedir ajuda à PF para investigar golpe contra Lula

Criminosos fizeram empréstimo em Uruguaiana, descontado da aposentadoria do presidente

O delegado regional da Polícia Civil na Fronteira Oeste gaúcha disse, nesta terça-feira, que pretende buscar apoio da Polícia Federal (PF) para investigar estelionatários que fizeram empréstimos e lesaram o presidente Lula, em 2007. Para João Batista Goulart de Souza, o fato de a investigação ter parado e recomeçado outra vez prejudicou o trabalho.

Com o apoio da PF, o delegado espera superar o entrave. O caso ocorreu em Uruguaiana e chegou a ser investigado pela PF, que suspendeu o inquérito entendendo que o crime foi cometido contra a pessoa física de Lula, e não contra a figura do presidente. A pedido do Ministério Público, a Justiça determinou que a Polícia Civil do município atue no caso.

Goulart salientou, porém, que o pedido do promotor de Justiça em Uruguaiana, Rodrigo de Oliveira Vieira, requerendo a investigação pela Polícia Civil, ainda não chegou, requerendo a atuação da Polícia Civil . O caso deve ficar com a primeira delegacia do município, avaliou o delegado. “Temos poucos recursos para investigar um caso dessa envergadura, mas vamos ver com a nossa chefia e com o Deic”, admitiu o delegado, que disse só ter recebido a informação sobre o caso nesta segunda-feira.

O promotor responsável pelo caso, Rodrigo de Oliveira Vieira, contou que a operação foi simples. Os estelionatários foram até uma agência do banco Panamericano no município e solicitaram um empréstimo no valor de R$ 5 mil. Na mesma solicitação, informaram o número do benefício do presidente Lula para o desconto das parcelas na aposentadoria dele. “Se fazem isso com o presidente, o que sobra para um aposentado que mora em uma vila aqui de Uruguaiana”, disse.

Dois empréstimos foram realizados em dias diferentes, no mês de fevereiro de 2007. O promotor desconhece quantas parcelas foram descontadas da aposentadoria de Lula. Quando o presidente ficou sabendo da fraude, comunicou o caso à Casa Civil, que remeteu ao Banco Central para suspender o débito em folha. O presidente foi ressarcido do prejuízo que teve, garantiu o promotor.

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