Polícia

Polícia começa a ouvir testemunhas sobre caso de aluno que atirou em professora

Menino de 10 anos disparou contra mulher e depois se matou em São Paulo

A delegada do 3º Distrito Policial de São Caetano do Sul, Lucy Fernandes, começa a ouvir nesta sexta-feira as testemunhas do caso do menino de 10 anos que atirou na professora e depois se matou. Na noite dessa quinta-feira, ela conversou informalmente com o pai da criança, que é guarda civil. O caso ocorreu na Escola Professora Alcina Dantas Feijão, no ABC Paulista.

A delegada afirmou que pretende ouvir, com acompanhamento de um psicólogo, as crianças que estavam na sala de aula no momento do crime. Segundo ela, os alunos ficaram muito fragilizados por causa da tragédia.

A delegada contou que o pai do menino deu falta de seu revólver e que, por isso, teria ido à escola para falar com os dois filhos. Os meninos, no entanto, negaram estar com a arma, que ficava guardada na parte de cima de um armário da casa da família.

Segundo a delegada, os professores e pais afirmaram que o garoto era uma criança sem problemas. Ela disse ainda que conversou com colegas que teriam dito que o menino não gostava de um professor. De acordo com Lucy, o pai não deve responder por tentativa de homicídio, uma vez que a professora não morreu e não existe tentativa de homicídio culposo. A delegada afirmou, porém, que o homem deve responder por conta da negligência em relação ao revólver. Ela vai investigar também se existe um terceiro envolvido no caso que poderia ter incentivado o crime.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o garoto era considerado quieto e não dava trabalho para os professores. A informação foi repassada pelo capitão da PM, Robson Castropil. Segundo ele, o crime ocorreu após o menino pedir para ir ao banheiro. Quando ele retornou, já estava com a arma em punhos e disparou contra a professora. Logo depois, ele deixou a sala e, na escada, atirou contra a própria cabeça. O menino morreu e a professora foi encaminhada ao Hospital das Clínicas sem risco de morte.

Castropil afirma ainda que a arma utilizada tem a numeração de série, mas a polícia ainda vai investigar a procedência. "Com a minha experiência de 25 anos, chegar a uma ocorrência deste tipo deixa o coração em frangalhos. Porque deveria ser uma criança brincando, não com uma arma não mão."

A aluna Letícia de 14 anos afirmou que o momento em que os estudantes viram o menino morto no chão foi horrível. "Bateu o sinal para acabar o intervalo, todos começaram a subir normal. Quando chegamos em cima ouvimos dois barulhos estranhos, não sabíamos o que tinha acontecido. Quando viram o menino no chão, todo mundo começou a correr no sentido contrário, foi horrível." Ela afirmou que, a princípio, os alunos não sabiam o que tinha acontecido, e chegaram a pensar que poderia ter havido a explosão de uma bomba na escola. As aulas desta sexta-feira na escola foram suspensas.

Pai de aluno diz que polícia demorou para chegar à escola, assista ao vídeo:


                                                

As informações são do R7 


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