Polícia

Polícia conclui inquérito sobre morte de dentista de São Bernardo

Profissional foi queimada em seu consultório durante um assalto

O delegado Roberto Bueno Menezes, do 2° DP de São Bernardo, concluiu o inquérito sobre a morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho, 47 anos, que foi queimada em seu consultório durante um assalto no dia 25 de abril. O documento foi encaminhado à Justiça na quinta-feira. Menezes pediu a prisão preventiva dos três acusados pelo crime, um de 21 anos e dois de 25, já detidos temporariamente. O delegado também pediu a permanência do adolescente de 17 anos, acusado de botar fogo na vítima, na Fundação Casa.

"Concluímos o inquérito 15 dias antes do prazo para ele ser bem apreciado pela Justiça. Entendo que a prisão preventiva tem respaldo legal neste caso, até pela periculosidade e pela frieza dos indiciados. Acredito que eles não devem aguardar o julgamento em liberdade", afirmou o delegado.

Cinthya foi queimada viva em 25 de abril enquanto atendia uma paciente no consultório que mantinha em casa, onde morava com os pais aposentados e uma irmã portadora de deficiência. O líder do bando e o adolescente mantiveram a dentista em cativeiro, a cobriram com álcool e passaram a ameaçá-la com um isqueiro. Enquanto isso, um dos acusados foi a um posto de gasolina para sacar o dinheiro da conta da vítima. O terceiro homem aguardava num Audi A3 preto para preparar a fuga.

No caixa, o homem verificou que Cinthya tinha apenas R$ 30 e avisou os comparsas por celular. Irritado com a notícia, o adolescente resolveu atear fogo na vítima, segundo a polícia. O jovem confessou o crime e depois negou, em um vídeo gravado pela polícia. Uma testemunha que estava no consultório, porém, confirmou que foi ele quem ateou fogo.

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