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Polícia considera questão de tempo prender suspeitos de atacar partidos

Inquérito sobre crimes cometidos pela organização criminosa deve ser concluído em 30 dias

Operação Érebo apreendeu provas contra grupo suspeito de atacar viaturas e sedes de partidos políticos em Porto Alegre
Operação Érebo apreendeu provas contra grupo suspeito de atacar viaturas e sedes de partidos políticos em Porto Alegre Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
A Polícia Civil espera prender o grupo suspeito cometer atentados contra viaturas da polícia, sedes de partidos políticos e bancos, logo após a conclusão do inquérito, daqui 30 dias. A detenção, segundo o titular da 1ª DP de Porto Alegre delegado Paulo César Jardim, "é uma questão de tempo".

Jardim confirmou que uma equipe da Polícia Civil examina documentos, mídias, pendrives, HDs, celulares e outros materiais apreendidos na operação Érebo. A ação ocorreu na manhã de quarta-feira em Porto Alegre, Viamão e Novo Hamburgo. 

Os suspeitos não foram localizados durante a ação que teve cumpridos dez mandados de busca e apreensão. Os agentes da 1ª DP recolheram também coquetéis molotov, sprays para pichação, cartazes, desenhos, máscaras de caveira e extraterrestre, além de vídeos das ações criminosas, entre outros objetos.

A Polícia investiga 30 pessoas - todos universitários. A apuração apontou que pelo menos 12 atuariam nos ataques de forma mais efetiva. Quem for indiciado responderá por “tentativa de homicídio, formação de quadrilha e uso de explosivo incendiário”.

O delegado Paulo César Jardim contabilizou dez ataques incendiários e uma agressão contra uma pessoa. No total são 11 inquéritos instaurados. Como arma, os suspeitos empregavam coquetéis molotov. O primeiro ataque ocorreu em 2013 no estacionamento da Secretaria da Segurança Pública, perto da Rodoviária, quando três viaturas da Brigada Militar foram incendiadas. Em 2014 foram quatro viaturas nova da BM destruídas pelo fogo e outras seis parcialmente atingidas no pátio da Academia de Polícia Militar, no bairro Aparício Borges.

Em 2016, os ataques foram intensificados, iniciando pelos atentados contra as sedes dos partidos DEM, no bairro Menino Deus, e PSD, no bairro Cidade Baixa. No mesmo ano, a revenda de veículos Iesa, situada no cruzamento das avenidas Érico Veríssimo e Azenha, no bairro Azenha, foi o alvo, resultando em uma faxineira ferida. Houve ainda vandalismo no Monumento ao Batalhão Suez, na Praça dos Açorianos. A agência do Santander na rua Ramiro Barcelos, no bairro Independência, também foi visada pelo grupo.

Houve ainda no mesmo ano dois ataques contra as viaturas da própria 1ª DP em 2016. “Nesta quase mataram um policial”, lembrou o delegado Paulo César Jardim, referindo-se ao artefato explosivo com temporizador que havia sido colocado em um dos veículos usados pelos agentes. O dispositivo, porém, falhou. A mais recente agressão foi registrada em julho deste ano, quando aconteceu uma tentativa de incendiar o automóvel BMW, do Consulado da Alemanha, estacionado na rua General Vitorino, no Centro. Agentes penitenciários passavam pelo local e apagaram as chamas.