A principal linha de investigação para a morte de Samir Marques é de que tenha ocorrido uma execução. A hipótese preliminar foi divulgada, na noite desta terça-feira, pelo delegado Silvio Huppes, titular da 3ª Delegacia de Canoas. Durante o dia, agentes do serviço de investigações realizaram uma série de procedimentos em Canoas e na vizinha Nova Santa Rita, onde o corpo foi abandonado com marcas de tiros no peito e na cabeça.
O empresário de 40 anos saiu de casa na noite de segunda-feira com a filha de apenas três anos. Segundo o delegado Ireno Schulz, de Nova Santa Rita, que auxilia na investigação, Marques pode ter sido morto na frente da criança, a qual relatou que o “tio e o pai brigaram”. A menina também teria dito que o “pai estava roncando” enquanto viajava.
O caso foi descoberto pela Brigada Militar, em Canoas, por volta das 21h de segunda, quando a menina foi achada sozinha dentro do Space Fox do pai, a duas quadras da residência da família, no bairro Marechal Rondon. A esposa do empresário disse que ele avisou rapidamente sobre um suposto compromisso e saiu com a menina.
A Polícia acredita que o primeiro tiro, no tórax, foi disparado ainda em Canoas, logo após o encontro com o algoz. Em agonia, o homem teria sido colocado no banco do carona e levado para o interior de Nova Santa Rita, onde o executor atirou mais três vezes na cabeça. Depois disso, o matador voltou à Canoas e deixou o carro e a menina perto da casa de Marques.
A partir desta quarta-feira, o delegado Huppes deve iniciar a convocação de pessoas ligadas à vítima para prestarem depoimento. Huppes já solicitou à Justiça liberação de áudios telefônicos com a finalidade de identificar o autor da chamada para o encontro que precedeu o crime iniciado em Canoas.
Polícia crê em execução no caso de homem que foi morto em frente à filha
Empresário de 40 anos foi assassinado com quatro tiros