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Polícia define linha de investigação de morte de jornalista

Noemir Leitão, de 48 anos, foi morto na manhã desta segunda em Bento Gonçalves

A principal linha de investigação da Polícia Civil de Bento Gonçalves sobre o assassinato do jornalista Noemir Leitão, de 48 anos, ainda não resultou em suspeitos do crime. Segundo a delegada Maria Isabel Gonçalves, as primeiras informações dão conta de que Leitão vinha sofrendo ameaças e de que um grupo de jovens foi visto por um vizinho atrás de seu condomínio pouco antes da sua execução.

Segundo a delegada, o jornalista prestava auxílio a menores em conflito com a lei na tentativa de ajuda-los a sair do crime, o que pode ter relação com seu assassinato. A delegada acrescenta que está descartada a possibilidade de ligação da vítima com atos criminosos, e que todos os relatos sobre o jornalista dão conta de um homem tranquilo e sem desafetos.

Leitão foi encontrado por vizinhos com um tiro no peito na porta do apartamento em que vivia, no bairro Ouro Verde, por volta das 6h. Ele era jornalista da editoria de esportes do jornal Semanário, que circula na Serra. Um vizinho relatou, informalmente, ter ouvido um disparo perto das 3h.