Polícia

Polícia descarta motivação financeira para assassinatos de taxistas

Amigo de jovem que confessou seis homicídios relatou que aluguel de apartamento foi quitado antes das mortes

A versão sustentada pelo assassino confesso de taxistas Luan Barcelos da Silva, de 21 anos, de que matou os seis trabalhadores para roubar o dinheiro e pagar um aluguel atrasado do apartamento onde vivia, em Porto Alegre, foi descartada, nesta terça-feira, pela Polícia Civil. Em depoimento, o amigo do jovem, com quem ele dividia as custas do imóvel, locado na rua Santa Cecília, confirmou que o valor mensal, de R$ 1 mil, foi pago pelo matador em 29 de março, quando três das vítimas ainda não haviam sido mortas.

O depoente confirmou, ainda assim, que o condomínio do apartamento, de R$ 200 por mês, segue pendente, desde setembro de 2012. Os jovens alugaram o imóvel de um conhecido, natural de Santana do Livramento. Após o relato, a delegada Melina Bueno salientou que a justificativa de Luan "não fechou e não é verdadeira”. A policial esclarece, porém, que as versões apresentadas não vão alterar o teor do indiciamento, já que ele confessou ter assassinado e roubado os seis taxistas.

Além do jovem, outras duas pessoas depuseram nesta terça à Polícia Civil. A delegada confirmou, ainda, que Luan só deve prestar um terceiro depoimento no fim das investigações. O objetivo é confrontar todas as versões apresentadas por ele até o momento. O inquérito deve ser concluído em 15 dias.

Luan Barcelos da Silva teve a prisão temporária decretada em 13 de abril. Ele permanece na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Os assassinatos em série ocorreram entre 28 e 30 de março. Os primeiros três crimes ocorreram em Santana do Livramento e Rivera, e os três últimos em Porto Alegre.


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