Polícia

Polícia determina ocupação de favelas após tiroteio no Rio

Morros do Complexo do Alemão oferecem boa visão para as tropas

O comandante-geral da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, determinou a ocupação, por tempo indeterminado, dos morros do Adeus e da Bahiana, após os conflitos entre a Força de Pacificação e traficantes na noite dessa terça-feira. A PM informou que, segundo o oficial, a medida de ocupar as duas favelas foi tomada porque os locais oferecem uma boa visão para a região dos tiroteios e por não haver tropas federais.

“Estes locais são facilitadores de agressão, como tiro, arremesso de objetos, contra as tropas que patrulham a avenida Itararé”, disse Duarte. A avenida Itararé é a principal via de acesso ao complexo. Mesmo após o fim do tiroteio, soldados do exército mantiveram fechados os acessos ao Alemão.

As tropas que participam da ocupação fazem parte do 16º BPM (Olaria) e do 22º BPM (Maré). Cerca de 50 homens estarão nestas operações, mas o número pode ser alterado ao longo da ocupação.

O tiroteio no Alemão teria começado após um "bonde" de ao menos dez carros com 50 traficantes armados invadir uma das favelas do Complexo, segundo informações recebidas pela polícia.

Ainda de acordo com os policiais, os bandidos seriam remanescentes da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, vizinha ao conjunto de favelas do Alemão, e teriam tentado retomar parte do território, atualmente ocupado pelo Exército.

Assista ao vídeo do tiroteio feito por um morador:






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