O comandante da 3ª Companhia do 1º Batalhão de Operações Especiais (BOE), major Douglas da Rosa Soares, conta que o canhão foi utilizado para diminuir o impacto da detonação. Conforme ele, a explosão ouvida no local ocorreu em razão da separação dos fragmentos. O major ressalta que em caso de bomba verdadeira, o artefato não é acionado quanto há detonação por jato de água.
O comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Jorge Renato Maya, falou que a aparência do artefato, formado por quatro bananas de dinamite enroladas por fios, era de uma bomba, inclusive com cronômetro, mas que no local do explosivo foi colocado madeira.
O tenente-coronel explicou que quem montou o artefato tinha conhecimento, pois o mesmo estava bem feito. O comandante classificou o ocorrido como vandalismo e disse não entender os motivos de realizar uma ação do tipo. Os destroços farão parte do inquérito que irá apurar o ocorrido.
Pouco depois das 8h, a Brigada Militar recebeu a denúncia de um passageiro de um ônibus que passava pelo local de que havia um material suspeito na parada em frente ao Ginásio Tesourinha. A área foi isolada e o Gate chamado. O trânsito também foi afetado, com bloqueio no sentido bairro-Centro e desvio no inverso.
Artefato foi detonado pela polícia com um jato de água / Foto: Vinicius Roratto