Polícia

Polícia detona artefato deixado em parada de Porto Alegre

Conforme BM, não se tratava de explosivo

Passageiro de ônibus avistou o artefato em cima da parada
Passageiro de ônibus avistou o artefato em cima da parada Foto : Vinicius Roratto / CP
Após retirar o artefato que estava em cima de uma parada de ônibus na avenida Erico Veríssimo, em Porto Alegre, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) usou um jato de água para detonar a suposta bomba no meio da rua, por volta das 10h desta quinta-feira. Os agentes verificaram os destroços e constataram que não se tratava de um explosivo.

O comandante da 3ª Companhia do 1º Batalhão de Operações Especiais (BOE), major Douglas da Rosa Soares, conta que o canhão foi utilizado para diminuir o impacto da detonação. Conforme ele, a explosão ouvida no local ocorreu em razão da separação dos fragmentos. O major ressalta que em caso de bomba verdadeira, o artefato não é acionado quanto há detonação por jato de água.

O comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Jorge Renato Maya, falou que a aparência do artefato, formado por quatro bananas de dinamite enroladas por fios, era de uma bomba, inclusive com cronômetro, mas que no local do explosivo foi colocado madeira.

O tenente-coronel explicou que quem montou o artefato tinha conhecimento, pois o mesmo estava bem feito. O comandante classificou o ocorrido como vandalismo e disse não entender os motivos de realizar uma ação do tipo. Os destroços farão parte do inquérito que irá apurar o ocorrido.

Pouco depois das 8h, a Brigada Militar recebeu a denúncia de um passageiro de um ônibus que passava pelo local de que havia um material suspeito na parada em frente ao Ginásio Tesourinha. A área foi isolada e o Gate chamado. O trânsito também foi afetado, com bloqueio no sentido bairro-Centro e desvio no inverso.


Artefato foi detonado pela polícia com um jato de água / Foto: Vinicius Roratto

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