No primeiro trecho, Cafuringa e um comparsa aparecem conversando sobre a vítima, o gerente do banco, que está sendo monitorado pela quadrilha. No segundo, o criminoso já está na casa do bancário. No terceiro, ele troca informações com companheiros de crime, em um cativeiro com familiares do gerente.
A ação que culminou com o ataque ao banco foi iniciada na semana passada, quando a quadrilha capturou o bancário e o separou da família. Cafuringa o manteve em cativeiro e o restante do grupo criminoso se dividiu em dois, cada um com parte dos familiares. Ao todo sete pessoas foram rendidas e liberadas depois que o gerente entregou, na manhã do dia seguinte, R$ 400 mil.
Cafuringa vai ser encaminhado ao Presídio Central, mas deve cumprir pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), conforme Ferreira, que disse não haver necessidade neste momento de transferi-lo para uma instituição federal de segurança máxima. Ele era monitorado havia seis meses. Nesse período, esteve fora do Brasil, foi para São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e voltou para Santa Catarina antes de ser localizado em Cachoeirinha.
O criminoso foi reconhecido no assalto à Prefeitura de Novo Hamburgo, no final de junho, e é acusado de ter comandado o assalto à agência do Banrisul na avenida 24 de outubro em 2002, onde uma professora morreu. Conforme a PC, ele também é investigado por assaltos a bancos no Paraguai e no Uruguai. Mandados de prisão preventiva foram representados pelas polícias Civil e Federal de Santa Catarina e da Civil gaúcha. A investigação ainda não chegou a relacionar o patrimônio obtido pelo assaltante.
Em 2005, ano em que cumpria pena na Penitenciária Modulada de Montenegro, Cafuringa foi resgatado quando era transportado pela Susepe. Um agente penitenciário morreu na ação. Segundo a investigação, o criminoso já foi comparsa de Nenê, suspeito de participar de ataques a bancos, e de um criminoso uruguaio conhecido como Castelhano, com quem iniciou uma série de ataques a casas de câmbio e bancos. Castelhano morreu em tiroteio com a Brigada Militar em abril de 2007. Cafuringa também foi investigado por suspeita de envolvimento na morte do assaltante Dilonei Melara, em 2005.