Polícia

Polícia diz que Eliza Samudio foi torturada antes de morrer

Jovem teria sido estrangulada por ex-policial civil

O chefe do Departamento de Investigações de Minas Gerais, delegado Edson Moreira, disse, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, que um ex-policial civil teria matado a jovem Eliza Samudio, de 25 anos, no dia 9 de junho em uma residência em Vespasiano, região metropolitana de Minas Gerais. Segundo Moreira, 80% das afirmações do primo do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, são verdadeiras. O delegado afirmou ainda que a jovem teria sido torturada antes de morrer.

De acordo com o depoimento do adolescente, Eliza teria sido levada ao local do crime por ele e por Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, amigo do jogador. O filho de quatro meses da garota, cujo pai seria o goleiro do Flamengo, foi levado junto.

O ex-policial teria amarrado as mãos e as pernas da jovem antes de estrangula-lá com o braço. Eliza teria dito que estava cansada de apanhar e o suspeito do crime teria respondido: “Então você vai morrer”. Depois do crime, as mãos da jovem teriam sido jogadas para cães que moram no local. Segundo o delegado Moreira, o suspeito possui antecedentes criminais e o assassinato teria ocorrido de forma fria. Bruno não teria acompanhado o crime. A Polícia de Minas Gerais pediu nesta manhã a prisão preventiva do ex-policial civil. Uma foto dele foi divulgada durante a coletiva.

O primo de Bruno acompanhou a polícia em visita à casa ontem. “Ele descreveu com detalhes o local. Quando chegamos lá, o adolescente ficou completamente transtornado, emocionado”, relatou o delegado titular da Delegacia de Homicídios de Minas Gerais, Wagner Pinto. Em Vespasiano, a polícia apreendeu um veículo de propriedade do suspeito do homicídio com manchas semelhantes a sangue no porta-malas.

Rendição

Bruno e Macarrão se entregaram ontem a após terem a prisão decretada pela Justiça. Junto com o primo do jogador, eles foram indiciados pelo sequestrode Eliza. Ambos passaram a noite em celas separadas da sede da divisão de homicídios da Polícia Civil do Rio, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, para realizar o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Eles devem ser transferidos ainda nesta quinta-feira para Minas Gerais.