Uma empresa fictícia de call center, sediada em Gravataí, na região Metropolitana, foi alvo nesta manhã de uma ação da Polícia Civil gaúcha. Os policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), após denúncia, identificaram que a empresa fazia espionagem virtual, vendendo produtos e serviços em nome de um grupo de telefonia. A Polícia estima desvio de recursos de cerca de R$ 4 milhões de uma empresa real de telefonia.
Os donos da empresa fictícia eram funcionários terceirizados da empresa de telefonia alvo da fraude. Lá, conseguiram senhas que permitiram a instalação dos chamados programas cracking, que permitem o acesso remoto e discreto ao sistema.
“Eles agiam como se fossem essa empresa, faziam venda de produtos, internet, e também se apropriavam de dados e desviavam dinheiro. Ao invés de oferecer os serviços desta empresa de telefonia, ofereciam de outra por um preço menor”, afirmou a delegada Sílvia Coccaro de Souza, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio das Concessionárias e Serviços Delegados.
A ação policial foi deflagrada em Gravataí, Porto Alegre, Cachoeirinha e Goiânia (GO), onde o grupo também possuía uma empresa de call center. Há cerca de um ano a empresa alvo do crime percebeu irregularidades e acionou a Polícia gaúcha, que iniciou as investigações. Nesta terça-feira, nove mandados de busca e apreensão, de computadores e documentos, foram cumpridos nessas cidades.
Apesar das investigações, os dois proprietários da empresa não foram presos. O motivo é que a materialidade do golpe só vai poder ser comprovada após perícia dos computadores e documentos apreendidos.
Polícia diz que empresa fictícia desviou R$ 4 milhões em contratos, em Gravataí
Apesar das investigações, os dois proprietários da firma de call center não foram presos