A polícia paranaense está mobilizada desde a noite de ontem para encontrar uma mulher que raptou um bebê do sexo masculino recém-nascido no Hospital da Providência, em Apucarana (PR). A polícia ouviu testemunhas que descreveram a mulher como aparentando 30 anos, de baixa estatura, gorda, pele morena e cabelos lisos escuros na altura dos ombros.
Uma das testemunhas disse ter visto alguém com essa descrição em companhia de um homem, outra mulher e um bebê, em um veículo preto com placa de Ponta Grossa. Imagens de praças de pedágio foram requisitadas pela polícia.
A mulher teria entrado no hospital, provavelmente no horário de troca de acompanhantes, entre as 19 horas e 20 horas. O local tem duas entradas, uma das quais fica fechada a chave, mantida com o recepcionista. Segundo uma das assistentes sociais do hospital, nenhum dos funcionários viu alguém saindo com a criança. Não há câmeras de vídeo para registrar a movimentação na entrada do estabelecimento.
As testemunhas declararam à polícia que a mulher, vestida com roupa branca, apresentou-se no quarto como enfermeira. Há no local quatro leitos, todos ocupados no momento. Havia ainda outras três acompanhantes, entre elas a avó do bebê raptado. Segundo a madrinha da criança, Priscila Vilas Boas, a falsa enfermeira pediu a uma mãe que lhe desse o bebê para fazer o teste do pezinho e saiu do quarto. Como estava demorando, a tia foi atrás e encontrou a mulher, que falou que a criança estava em outro quarto, onde realmente a encontrou, mas desenrolada do cobertor.
Novamente no quarto, a falsa enfermeira pediu outra criança, mas a mãe não deixou levá-la e disse que estava na hora de amamentá-la. Por fim, pediu o bebê raptado, que foi entregue pela avó por volta de 20 horas. Cerca de uma hora depois, como a mulher não retornava e nem o bebê tinha sido encontrado, as outras enfermeiras foram alertadas e disseram que o procedimento não era realizado naquele horário. A polícia foi comunicada imediatamente.
"Foi um choque", disse o pai do bebê, Lincoln Henriques. "Acompanhando o sofrimento da esposa na hora do parto, é triste chegar aqui e teu filho não estar mais", acrescentou. O casal tem outra filha, de cinco anos. Uma equipe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) deslocou-se de Curitiba para Apucarana. A polícia também investiga se houve negligência por parte do hospital ou de algum de seus funcionários.
Polícia do PR procura mulher que raptou bebê de hospital
Falsa enfermeira tirou criança do quarto dizendo que faria teste do pezinho