O Ministério Público do Rio vai apurar a responsabilidade pelo cartaz do Clube de Cabos e Soldados da Polícia Militar, que oferece recompensa de R$ 5 mil para quem entregar "vivos ou mortos" os assassinos do sargento Wilson Alexandre de Carvalho, de 41 anos, executado a tiros por traficantes no Estácio, na Zona Norte do Rio, no domingo.
"É um fato grave e vamos apurar a eventual prática de delito", disse o subprocurador geral de Justiça de Direitos Humanos do MP, Leonardo de Souza Chaves. De acordo com Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que condenou o cartaz, o autor pode ser responsabilizado intelectualmente pelo crime, caso alguém mate os assassinos e exija a recompensa.
"A oferta deveria ser de recompensa por informações e não pelo criminoso vivo ou morto ao estilo faroeste", reprovou o deputado estadual Alessandro Molon (PT), integrante da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio.
O autor do cartaz, o presidente do Clube de Cabos e Soldados, Jorge Lobão, defendeu a iniciativa e disse que pretende espalhar os anúncios pela cidade. "Nunca fui com tanta regularidade a enterros de policiais como agora. O cartaz é uma reação contundente, mas é claro que não quero matar ninguém. Até gostaria, mas não tenho autoridade para isto", disse Lobão.
Polícia do Rio oferece dinheiro por bandidos 'vivos ou mortos'
Ministério Público investigará responsabilidade por produção de cartazes oferecendo recompensa