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Polícia e MP fazem operação contra facção suspeita de negociar apoio político com prefeitura de Parobé

Operação Confraria decorre de suspeitas sobre contratos no valor de R$ 40 milhões

Polícia Civil e MP fazem operação contra facção suspeita de negociar apoio político com prefeitura de Parobé
Polícia Civil e MP fazem operação contra facção suspeita de negociar apoio político com prefeitura de Parobé Foto : Polícia Civil

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio da Procuradoria da Função Penal Originária (PFPO), em investigação realizada em conjunto com a Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil, cumpriu, nesta quarta-feira, 41 mandados de busca e apreensão nas instalações da prefeitura de Parobé, no Vale do Paranhana. O objetivo foi apurar a suposta ligação de um grupo criminoso com representantes do Executivo Municipal, que negam o envolvimento. Cerca de R$ 40 milhões em contratos estão sob investigação.

A chamada Operação Confraria foi desencadeada após suspeitas de infiltração de integrantes de uma facção criminosa com base no Vale do Sinos em órgãos públicos do município, em recompensa a possível apoio político durante o período eleitoral. Além da prefeitura, as ordens judiciais de busca também ocorreram em residências, escritórios e empresas de investigados, onde foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos. Houve ainda o sequestro judicial de bens e valores, incluindo 59 veículos e 33 imóveis.

De acordo com a investigação, empresas fictícias ou sem estrutura, pertencentes aos faccionados, teriam sido beneficiadas em contratações com agentes públicos. Uma das áreas sob suspeita é a de prestação de serviços terceirizados de saúde.

Apura-se ainda a suposta ocorrência de outras fraudes licitatórias, como dispensas indevidas de certames e direcionamento de contratações envolvendo três núcleos de pessoas e suas empresas, todas relacionadas politicamente entre si e com os agentes públicos. Também foi constatado o branqueamento de capitais decorrentes da prática dos crimes.

As investigações são conduzidas pela promotora de Justiça Letícia Elsner Pacheco e pelo delegado de Polícia Filipe Bringhenti, sob a coordenação do procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador da PFPO, e do delegado de Polícia Cassiano Cabral, diretor da Divisão de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do DEIC.

Participaram ainda as promotoras de Justiça Karina Bussmann e Mariana de Azambuja Pires, e o promotor de Justiça Heitor Stolf Junior. Também estiveram presentes a delegada de Polícia Vanessa Pitrez, diretora do DEIC, e os delegados Max Ritter, João Vitor Heredia e Augusto Zenon. As ações contaram com o apoio de cerca de 30 servidores e policiais adidos do Ministério Público, bem como, cerca de 120 policiais civis.

Leia a nota da prefeitura de Parobé

Fomos surpreendidos com a referida operação. No entanto, isso não abala em nada a lisura da nossa gestão, reconhecida por três anos consecutivos pelo Conselho Federal de Administração como a melhor do Estado do RS no Índice de Governança Municipal, que avalia critérios como transparência, finanças, gestão e desempenho. Informamos que o prefeito Diego Picucha irá se manifestar oficialmente sobre o assunto ainda nesta tarde.