O inquérito que investiga o suposto sequestro e assassinato da modelo Eliza Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza, foi encerrado nesta quinta-feira. A conclusão será apresentada amanhã pela Polícia Civil de Minas Gerais e pode dar detalhes de como o crime teria acontecido a partir da apresentação de provas ainda não reveladas.
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O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios (DIHPP), encaminhará o inquérito para o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público de Contagem (MG). Entre os crimes estão formação de quadrilha, sequestro, cárcere privado, homicídio e ocultação de cadáver. Para Moreira, não há dúvidas de que o atleta é o mandante do crime.
Na manhã desta quinta, o pai de Eliza, Luiz Carlos Samudio, esteve no Departamento de Investigações da Polícia Civil (DI). Ele disse estar satisfeito com o trabalho da polícia e acredita que a justiça será feita. "Nós não temos dúvidas de que o Bruno é o responsável por este crime hediondo e cruel", afirmou. Ele disse que não vê falhas nas investigações e acredita que esses argumentos estejam sendo usados como estratégia da defesa dos suspeitos de envolvimento no caso.
Pai de Eliza pensa em criar organização para defender Lei Maria da Penha
Acompanhado do advogado Sérgio Barros, ele reforçou que pretende entrar com ação judicial contra o governo do Rio de Janeiro, por acreditar que o Estado tenha sido responsável pela morte da filha. Ele criticou o fato da modelo não ter recebido a proteção adequada quando fez as primeiras denúncias contra o goleiro. Sobre o filho de Eliza, cujo pai seria Bruno, Luiz Carlos disse que vai lutar pela guarda do neto, e ainda criar uma organização para defender o cumprimento da Lei Maria da Penha.
Luiz Carlos Samudio afirma que sentiu revolta ao ver Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o responsável pela morte da modelo: "Foi uma sensação horrível". Ele notou que, ao contrário dos demais suspeitos, Bola se mostrava tranquilo.
O pai de Eliza disse ainda que vai processar o defensor de Bruno, Ércio Quaresma, pelas declarações de que ela pode estar viva e por ter incluído a jovem como testemunha no processo referente ao sequestro e lesão corporal, no Rio, em 2009. Ele afirmou querer que o Flamengo deposite em juízo o dinheiro que o clube supostamente deve a Bruno. Quaresma disse que o jogador teria cerca de R$ 1 milhão em salários atrasados.
Temendo DNA, Bruno raspa o cabelo
Nesta segunda-feira, o goleiro Bruno raspou a cabeça antes de deixar Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, com uma máquina emprestada. Ele temia que seus cabelos fossem utilizados em um exame de DNA para teste de paternidade do filho de Eliza. A informação é da Secretaria Estadual de Defesa Social, que garantiu que Macarrão também teve a cabeça raspada, a pedido próprio.
Polícia encerra inquérito sobre desaparecimento de Eliza
Delegado acredita que Bruno foi o mandante do crime