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Polícia espera prender quadrilha em Ipê nas próximas horas

Foragidos estariam em um matagal entre o município e Vacaria, nos Campos de Cima da Serra

Polícia espera prender quadrilha em Ipê nas próximas horas
Polícia espera prender quadrilha em Ipê nas próximas horas Foto : 36º BPM Flores da Cunha / Divulgação / CP
O titular da Polícia Civil de Ipê, delegado João Estevão Mazzini da Silva, espera prender nas próximas horas o restante da quadrilha que assaltou a agência do Banco do Brasil no município, na manhã de ontem. Segundo Silva, quatro pessoas estariam no mato, entre o município e Vacaria, na região dos Campos de Cima da Serra.

Os três criminosos presos nessa quarta-feira relataram que os mantimentos do grupo foragido garantem mais um dia dentro do mato. Conforme Silva, na noite de hoje ou na próxima madrugada o grupo pode tentar fugir. “A informação que nós temos é que eles não irão se entregar”, disse.

O delegado explicou que a área de mato onde o grupo se esconde é extensa e de difícil acesso. A geográfica do local dificulta que a quadrilha continue seguindo em frente e pode obrigar o grupo a retornar, informou. Eles estão armados com fuzis, espingardas calibre .12 e pistolas.

A Polícia Civil encontrou a base utilizada pelo grupo: trata-se de uma casa residência na localidade de Segredo, interior do município. A propriedade é de um parente de um dos criminosos, segundo Silva. O lugar fica perto de um rio de difícil navegação e a possibilidade de o grupo ter fugido pelas águas é investigada, embora seja improvável. A polícia ainda não sabe quantos dias a quadrilha ficou no local antes do ataque.

Agentes de delegacias de Caxias do Sul estiveram em Ipê para interrogar os presos, umas vez que há indícios fortes da relação dos detidos com assassinatos registrados em Caxias. Sem revelar detalhes, Silva informou que uma das vítimas da quadrilha foi carbonizada. Só neste ano, Caxias já registrou 17 homicídios.

O banco ainda não entregou à polícia as imagens do crime gravadas pelas câmeras de segurança. Durante o assalto, foram disparados mais de dez tiros e uma pessoa foi ferida com uma coronhada. Um caixa do banco foi mantido refém e liberado na localidade de Capela Santo Antônio. Os assaltantes usavam coletes à prova de balas e toucas ninja.

Este foi o terceiro ataque a banco de 2011. Janeiro de 2010 foi o mês que registrou mais ações contra instituições bancárias no ano passado: 17 casos.

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