O 1º BPM, a Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) desencadearam na manhã desta quinta-feira uma operação conjunta de surpresa no bairro Azenha para coibir a venda de autopeças e a realização de serviços em veículos nas ruas por ambulantes ilegais. A ação foi concentrada no tradicional ponto em frente das lojas da avenida Azenha, entre a Ipiranga e a Freitas de Castro. O comércio no local também foi fiscalizado, além dos carros estacionados.
Segundo o major Cláudio Michelsen, do 1º BPM, a ação foi a primeira de uma série prevista para acabar com a ação dos ambulantes que atuam em frente do comércio de autopeças naquele local. Trinta pessoas foram identificadas. “Muitas mercadorias não tem procedência legal”, observou o oficial, acrescentando que existem até queixas de motoristas sobre o assédio recebido quando estacionam seus carros. “Tivemos o caso de um veículo até riscado”, recordou o major, revelando que foram apreendidos diversas autopeças vendidas irregularmente, como paletas de para-brisa.
Durante a ação, o efetivo de 20 policiais militares do 1º BPM descobriram que dois restaurantes, um localizado na Freitas de Castro e outro situado na Marcílio Dias, tinham caças-níqueis em pleno funcionamento. “Apreendemos um total de seis máquinas nos dois estabelecimentos”, contabilizou o major Cláudio Michelsen, observando que um dos restaurantes também não tinha alvará de funcionamento.
Já a EPTC, através do Comando de Operações Especiais (COE), recolheu um importado Mazda 626 na avenida Azenha, próximo da Ipiranga, por estar com multas pendentes e problemas na documentação. Contra o motorista havia ainda pedido de recolhimento da carteira de habilitação, sendo o caso encaminhado à Delegacia de Delitos de Trânsito. De acordo com a EPTC, um dos problemas de trânsito na área é o estacionamento em fila dupla dos motoristas que pretendem efetuar compras no comércio, além do estacionamento dos carros em pontos proibidos nas redondezas.
O secretário da Smic, Valter Nagelstein, assegurou que não será tolerada a presença de ambulantes neste conhecido ponto de venda de autopeças da Azenha. De acordo com ele, os camelôs tem uma conduta ostensiva parecida com a dos flanelinhas sobre os motoristas. Ele explicou que o comércio legalizado também foi fiscalizado no sentido de ser verificada a documentação e detecção de possíveis mercadorias sem procedência. O secretário da Smic acredita que as próximas ações deverão levar em conta a questão fiscal, sendo necessária a participação da área do pessoal da Fazenda.
Polícia faz operação para coibir venda ilegal de autopeças na Azenha
Comércio legalizado também foi fiscalizado em razão de possíveis mercadorias sem procedência