Os dois suspeitos do assassinato de Solange Alves da Silva, 53 anos, participaram da reconstituição do crime em uma área de reflorestamento próxima à BR-290, nesta segunda-feira. Os dois foram presos pelo desaparecimento da empresária, que ocorreu no início do ano, mas o corpo da vítima só foi encontrado em junho. Com cartões de crédito e cheques, a dupla conseguiu sacar R$ 27 mil da mulher.
O delegado que investiga o caso, Rodrigo Zucco, tem convicção de que ela foi morta em um ritual de magia negra. O corpo foi amarrado com correntes para o “espírito dela não fugir”. Dois caixões pretos de dez centímetros cada estavam em cima do corpo.
Na semana passada, foi confirmado, após exame de DNA, que o corpo localizado entre Eldorado do Sul e Guaíba era da empresária, dona de pousadas e hotéis em Porto Alegre. A Polícia Civil ainda tenta localizar um terceiro suspeito (foto ao lado), que seria um pai-de-santo. A sua prisão preventiva já foi decretada.
Conforme o delegado Zucco, foi possível elucidar o caso depois que os pais de um usuário de crack assassinado contaram os últimos relatos do filho. “Eles disseram que o filho, antes de morrer, relatou que os amigos dele tinham enterrado uma mulher viva”, disse.
O delegado quer colocar os dois suspeitos, nesta tarde, frente à frente para confirmar se a mulher foi enterrada com vida. Um dos homens nega ter matado Solange e o outro afirma que contou com a participação do comparsa. Através da acareação a polícia espera esclarecer esse ponto.
Polícia faz reconstituição de assassinato de empresária na BR-290
Delegado de Eldorado do Sul fará acareação entre suspeitos hoje