De acordo com o titular da Delegacia de Polícia de Proteção aos Direitos do Consumidor, delegado Fernando Domingues Soares, a empresa teria reaproveitado leite com data de validade vencida. Segundo ele, parte do líquido seria adicionado às embalagens de leite dentro da validade depois de retornar dos postos de comercialização.
No depósito, foram apreendidas mais de mil caixas de leite com validade de maio, junho, julho e agosto. “A cada dez mil litros de leite, eram colocados mil litros de leite vencido. No momento, ninguém foi preso, mas um inquérito policial foi instaurado. Se comprovado (o esquema), vou representar com o pedido de prisão preventiva dos donos da empresa”, afirmou.
Por dois meses, a Latvida já havia sido proibida de produzir Leite UHT depois que um laudo da Univates apontou a presença de formol em uma amostra do produto desnatado, em meio às diligências da Operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público do Estado.
Em uma nota oficial assinada pelo sócio diretor da empresa, Rui Sulzbach, a Latvida esclarece que só vai se manifestar após tomar conhecimento das circunstâncias e do teor dos processos e procedimentos que levaram à interdição do depósito de estocagem. A Latvida reiterou a qualidade do leite comercializado e o rigor das normas de produção. No texto, a empresa fala ainda que já provou que o leite vendido ao consumidor nunca teve adição de formol.
Leia o comunicado da Latvida na íntegra:
"Após uma fiscalização realizada na madrugada de hoje, o Cispoa emitiu laudo de inadequação física do depósito de produtos da Latvida. Embora toda a operação industrial esteja apta e em condições técnicas para produzir, o depósito de produtos foi interditado.
A empresa irá manifestar-se após tomar conhecimento das circunstâncias e do inteiro teor dos processos e procedimentos que levou o DIPOA a interditar o seu depósito de estocagem. A Latvida novamente assegura que seus produtos tem qualidade e são produzidos com o rigor das normas que disciplinam a indústria láctea. A
empresa já provou que os seus produtos nunca tiveram formaldeído e demonstrará sempre que necessário, que age segundo a lei.
A empresa mais uma vez contesta tal posicionamento do CISPOA porém, seguirá em frente, como vem fazendo desde o início de todo este processo, cumprindo rigorosamente as determinações das autoridades e acreditando numa rápida solução deste impasse".