A estrutura funcionava na localidade de Pinheiro. O chefe da seção de inteligência do 23º Batalhão de Polícia Militar (BMP), capitão Daniel Mello, informou que o esquema funcionava em um prédio semelhante a um ginásio de esportes. A suposta fábrica foi investigada por cerca de três meses. A suspeita inicial era que no local funcionasse um ponto de desmanche ou clonagem de veículos. Mas o cheiro forte de tabaco, conforme o capitão Mello, levantou a suposição em torno da fábrica clandestina.
Estimativa da Polícia Federal apontou que 5 mil caixas de cigarros eram produzidas por mês na fábrica, sendo que em cada caixa são armazenadas 500 maços do produto. Segundo o delegado Gustavo Schneider, a PF apura agora como funcionava o esquema. Entre as informações que ainda deverão ser levantadas é a origem do tabaco usado na fabricação do produto, local de produção das embalagens e selos e ainda qual era o destino da mercadoria.
As 13 pessoas detidas foram encaminhadas para a delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, para os depoimentos, e depois ao Presídio Regional na cidade. A ação contou com a participação do setor de inteligência da BM, Pelotão de Operações Especiais (POE), 2ª Companhia da Brigada Militar de Santa Cruz do Sul e policiais da Brigada Militar de Candelária.