Polícia

Polícia fecha fábrica clandestina de cigarros e prende 13 no Vale do Rio Pardo

Ação da Brigada Militar e Polícia Federal ocorreu no interior de Candelária

Uma fábrica clandestina de cigarros localizada no interior de Candelária, no Vale do Rio Pardo, foi fechada nesta sexta-feira pela Brigada Militar (BM) e Polícia Federal (PF). Além disso, 13 pessoas foram detidas - dois gaúchos, três paraguaios, cariocas, paulistas e mineiros. No local, foram encontradas embalagens falsificadas de uma marca de cigarros nacional, maços de cigarros prontos para a comercialização e selos falsos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que são emitidos apenas pela Receita Federal.

A estrutura funcionava na localidade de Pinheiro. O chefe da seção de inteligência do 23º Batalhão de Polícia Militar (BMP), capitão Daniel Mello, informou que o esquema funcionava em um prédio semelhante a um ginásio de esportes. A suposta fábrica foi investigada por cerca de três meses. A suspeita inicial era que no local funcionasse um ponto de desmanche ou clonagem de veículos. Mas o cheiro forte de tabaco, conforme o capitão Mello, levantou a suposição em torno da fábrica clandestina.

Estimativa da Polícia Federal apontou que 5 mil caixas de cigarros eram produzidas por mês na fábrica, sendo que em cada caixa são armazenadas 500 maços do produto. Segundo o delegado Gustavo Schneider, a PF apura agora como funcionava o esquema. Entre as informações que ainda deverão ser levantadas é a origem do tabaco usado na fabricação do produto, local de produção das embalagens e selos e ainda qual era o destino da mercadoria.

As 13 pessoas detidas foram encaminhadas para a delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, para os depoimentos, e depois ao Presídio Regional na cidade. A ação contou com a participação do setor de inteligência da BM, Pelotão de Operações Especiais (POE), 2ª Companhia da Brigada Militar de Santa Cruz do Sul e policiais da Brigada Militar de Candelária.

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