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Polícia fecha fábrica de caça-níqueis na Capital

No local, havia mais de 30 carcaças de equipamentos

Polícia fecha fábrica de caça-níqueis na Capital
Polícia fecha fábrica de caça-níqueis na Capital Foto : 9º BPM / Divulgação / CP
Uma das maiores fábricas de caça-níqueis, responsável pela distribuição das máquinas no Centro da Capital, foi fechada por policiais militares do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 9º BPM, na tarde desta terça-feira, no bairro Floresta, em Porto Alegre. No local, situado em uma peça alugada em um galpão, na rua Ramiro Barcelos, foram encontrados inúmeros ceduleiros contrabandeados, placas-mãe e cerca de 30 carcaça dos equipamentos. Quatro pessoas foram detidas e responderão a termo circunstanciado por exploração de jogos de azar.

De acordo com o capitão Miguel Godoy, que comandou a operação, os PMs receberem denúncias que no local havia os caça-níqueis. A fábrica funcionava em uma sala de porte médio, situada no meio de um galpão cuja uma parte ainda está em construção, e onde clientes alugam outras peças como depósito ou como garagem. Da rua era difícil visualizar o que ocorria no meio da construção, que tem saída para outra rua. “Recebemos a denúncia e começamos a investigar”, contou Godoy. “Na tarde de hoje (ontem), entramos e encontramos a peça, com quatro pessoas trabalhando nas máquinas”, disse o capitão, contando que nenhum dos acusados reagiu a abordagem.

Além de fabricarem caça-níqueis, salientou Godoy, os acusados também consertam as máquinas para outros contraventores. Isso acontece porque, quando o local onde o jogo é explorado é fechado, a carcaça dos equipamentos fica no lugar, sendo retirado só o sotware, o que impede o computador de funcionar como caça-níquel. Por isso, eles levavam a carcaça para a fábrica, onde novas peças, como os ceduleiros e a placa-mãe era recolocadas. Depois era só levar a máquina de volta ao local de origem.

“Esta fábrica é uma das maiores distribuidoras de caça-níqueis para Porto Alegre”, acentuou Godoy. “As peças que eles têm aqui são todas novas”, afirmou o oficial, lembrando que os ceduleiros - local onde é inserida a moeda ou cédula para começar o jogo -, tem a sua importação proibida no Brasil. O mecanismo é contrabandeado e tem um custo de cerca de R$ 1 mil. Além disso, ele vem com um dispositivo que reconhece o dinheiro falso e o rejeita. A julgar pelo número de caixas com peças de reposição, a fábrica teria uma atividade constante. No entanto, não é conhecido quanto era cobrado pelo conserto ou pela venda de um caça-níquel.

O local, que estaria funcionando há pelo menos um ano, pertenceria a um dos maiores contraventores da Capital. Este homem já teve algumas de suas casas de jogos de azar fechadas pela Brigada Militar. À tarde, logo após a fábrica ter sido fechada, o suspeito chegou a fazer contato com os PMs, afirmando que iria até o local. Até às 17h, ele não havia aparecido. As carcaças ficaram com um dos acusados e os equipamentos eletrônicos foram levados ao quartel do 9º BPM a espera de um destino, que será dado pela Justiça.