Segundo Botelho, o perfil químico de drogas, somado às informações tradicionais de investigação, direcionam em quais regiões os órgãos de segurança têm de concentrar seu combate ao narcotráfico. Sobre a comparação de amostras, destaca, pode-se correlacionar amostras apreendidas com traficantes ou locais e momentos diferentes. “As apreensões podem ser ligadas como sendo de um mesmo distribuidor ou de um mesmo lote de produção e refino, embasando a investigação”, afirma.
No caso da avaliação dos reagentes, o objetivo é identificar substâncias no refino para o monitoramento de produtos usados na preparação das drogas, subsidiando até órgãos de controle de produtos químicos no país para reforçar ou direcionar o controle mais restrito de insumos.
Quanto à determinação de adulterantes com efeitos toxicológicos, Botelho lembra que muitas impurezas encontradas nas drogas têm efeitos sérios na saúde humana. “A caracterização é importante para que os órgãos de vigilância sanitária e hospitais tomem medidas que minimizem os efeitos dessas substâncias em usuários”, diz.