Outros 450 funcionários, em 13 delegacias no Interior gaúcho, também se reuniram para decidir o futuro da categoria, mas o resultado do encontro será divulgado somente na segunda-feira, após o feriadão. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio Grande do Sul (Sinpef), Ubiratan Sanderson, apesar dos mais de dois meses de paralisação, as reivindicações salariais, reestruturação de carreira e melhores condições de trabalho não foram atendidas, mas ele acredita que a promessa de diálogo com a presidente será cumprida.
“No Interior, o indicativo é de término da greve também. Rejeitamos o reajuste de 15,8% entre 2013 e 2015 e esperamos que nos seja apresentada uma proposta nova, já que estamos acatando o pedido presidencial”. analisou Sanderson. A categoria manteve 30% do efetivo trabalhando e não estavam sendo realizados os serviços de atendimento ao público, como oitivas, porte de arma, atendimento a estrangeiros, controle de empresas de vigilância, bancos e produtos químicos.
Conforme Sanderson, os servidores deixaram de realizar também análise de monitoramento telefônico. A atividade dá suporte a operações policiais e alimenta os núcleos operacionais das delegacias, viabilizando a elucidação de crimes de grande repercussão social, como o próprio mensalão julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).