Será preciso esperar mais um pouco para saber como a Prefeitura de Porto Alegre pode ter sido lesada em um desvio de R$ 9 milhões – R$ 400 mil por mês. O processo aberto pelo Ministério Público Federal, em 2007, depois do recebimento de uma representação do Conselho Municipal de Saúde, corre em segredo de Justiça.
Durante entrevista coletiva, nessa tarde, o superintendente regional da Polícia Federal, delegado Ildo Gasparetto, se limitou a dizer que seguiu a determinação do Tribunal Regional Federal para cumprir mandados de busca e apreensão. O objetivo era localizar documentos que possam comprovar a fraude apontada pelo MPF. Além de Porto Alegre, também foram cumpridos mandados em São Paulo, Sorocaba, Santo André, Tatuí, Votorantim e Recife. Na Capital gaúcha, a busca no endereço do Instituto Sollus foi infrutífera, pois o escritório está fechado desde que o contrato com a Prefeitura foi rompido.
Conforme a Polícia Federal, notas fiscais de serviços que são estranhos à área de Saúde poderiam servir para comprovar as despesas necessárias para que o Instituto Sollus recebesse a verba do Programa de Saúde da Família. São gastos com honorários advocatícios, consultorias, planejamento, auditorias, assessorias, marketing, propagandas, palestrantes e materiais para escritório.
No final da tarde, o Instituto Sollus emitiu nota dizendo que solicitou acesso ao processo e que se manifestará após ter as informações.
Polícia Federal mantém sigilo sobre suposta fraude à Prefeitura de Porto Alegre
Alegação é de que o caso está sob segredo de Justiça