O delegado enviou o documento há cerca de dois meses. Com a anuência do governo português, o policial continuará as investigações sobre o suposto desfalque. Agora, a Polícia quer descobrir se teve e quem são os coautores e, qual o caminho que tomou o dinheiro. Se ele ainda está no Brasil e foi enviado para algum outro país.
O vice-cônsul está em Portugal. Segundo Jardim revelou que após a conclusão do inquérito, além de remetê-lo à Justiça brasileira, também irá uma cópia para o governo de Portugal para que tome as medidas cabíveis.
O caso ocorreu no início deste ano. Em abril, no início das investigações, o delegado chegou ao vice-cônsul como um dos suspeitos. No entanto, Jardim teve que parar, pois Adelino tinha imunidade diplomática. O dinheiro teria sido entregue ao diplomata português, que serviria para ser feitas reformas em algumas igrejas. Entretanto, conforme a Polícia, o valor não chegou ao seu destino.
Com o escândalo tornando-se público, Adelino foi afastado de seu cargo e retornou a Lisboa, onde prestou esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (o equivalente lusitano ao Itamaraty, no Brasil). Antes de retornar à Europa, ele falou com o Correio do Povo, afirmando que tudo não passava de um mal entendido e que ele teria de proposto a ajudar a Arquidiocese, pois essa não poderia fazer uma remessa de dinheiro para o exterior. O vice-cônsul disse que devolveria a quantia. Até o momento, isso não ocorreu.